A CRIANÇA E A CONSTRUÇÃO DA ESCRITA: CONTRIBUIÇÕES DA PSICOGÊNESE PARA A ALFABETIZAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.062-027Palavras-chave:
Psicogênese da Língua Escrita, Alfabetização, Letramento, Emilia Ferreiro, AprendizagemResumo
A alfabetização constitui um dos processos mais relevantes da Educação Básica, uma vez que possibilita a inserção da criança no universo da cultura escrita e amplia suas formas de participação social. Durante décadas, as discussões sobre alfabetização estiveram centradas na busca por métodos considerados mais eficientes para ensinar a ler e escrever. Entretanto, a partir dos estudos desenvolvidos por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, ocorreu uma significativa mudança de paradigma, deslocando o foco dos métodos de ensino para os processos cognitivos envolvidos na aprendizagem da língua escrita. Com base na Psicogênese da Língua Escrita, as autoras demonstraram que a criança não é um sujeito passivo diante da aprendizagem, mas um participante ativo que formula hipóteses, interpreta informações e constrói progressivamente conhecimentos sobre o funcionamento do sistema de escrita. Nesse contexto, o presente capítulo tem como objetivo discutir as contribuições da Psicogênese da Língua Escrita para a alfabetização, analisando seus fundamentos teóricos e suas implicações para a prática pedagógica. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, fundamentada em obras clássicas e contemporâneas sobre alfabetização, psicogênese e letramento. O estudo aborda a revolução conceitual promovida pelos trabalhos de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, a compreensão da criança como sujeito ativo da aprendizagem, os níveis de conceitualização da escrita, os conceitos de erro construtivo e conflito cognitivo, bem como as relações entre alfabetização e letramento. Conclui-se que as contribuições da Psicogênese da Língua Escrita permanecem atuais e relevantes para a formação docente e para a construção de práticas pedagógicas que respeitem os processos de aprendizagem das crianças, favorecendo uma alfabetização mais significativa, reflexiva e socialmente contextualizada.
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