ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE COMO ESTRATÉGIA PARA EQUIDADE: POTENCIALIDADES E DESAFIOS NO CONTEXTO DO SUS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.049-018Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Equidade em saúde, Estratégia Saúde da Família, Sistema Único de SaúdeResumo
A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui eixo estruturante para a promoção da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), ao atuar como porta de entrada preferencial e coordenadora do cuidado. Este estudo tem como objetivo analisar as potencialidades e os desafios da APS na redução das desigualdades em saúde no contexto brasileiro. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, fundamentada em autores clássicos e contemporâneos, como Starfield (2002), Mendes (2011) e Giovanella et al. (2012), além de documentos institucionais do Ministério da Saúde. Os resultados evidenciam que a APS contribui significativamente para a ampliação do acesso, a longitudinalidade do cuidado, a integralidade das ações e a coordenação das redes de atenção, especialmente por meio da Estratégia Saúde da Família, considerada modelo prioritário no SUS. Ademais, destaca-se seu papel na promoção da saúde, prevenção de agravos e enfrentamento dos determinantes sociais. Contudo, persistem desafios estruturais e operacionais, como o subfinanciamento crônico, desigualdades regionais na oferta de serviços, fragilidades na formação e fixação de profissionais, além de limitações na resolutividade e integração com outros níveis de atenção. Conclui-se que a APS possui elevado potencial para promover equidade, porém requer fortalecimento contínuo por meio de investimentos, qualificação da gestão e valorização das equipes de saúde.
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Referências
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