AVALIAÇÃO E INDICADORES EDUCACIONAIS, POLÍTICAS PÚBLICAS E ESCOLA: O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA (IDEB) - INTERPRETAÇÃO, METAS E RESULTADOS
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n8-015Palabras clave:
Avaliação educacional, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Indicadores educacionais, Políticas públicas educacionais, Qualidade da educaçãoResumen
O presente artigo analisa o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) como principal indicador sintético de avaliação da qualidade da Educação Básica brasileira, considerando a tensão existente entre sua função técnica de mensuração e sua utilização como instrumento de indução de políticas públicas e de responsabilização de escolas, redes e sistemas de ensino. A investigação foi orientada pelo seguinte problema: como o IDEB, enquanto indicador que combina fluxo escolar e desempenho em avaliações padronizadas, pode ser interpretado e apropriado pela escola e pelas políticas públicas de modo a favorecer a melhoria da qualidade da educação, sem reduzir a complexidade do trabalho pedagógico a uma métrica numérica?
O objetivo geral consistiu em analisar, com base na produção científica publicada entre 2013 e 2025, como a metodologia, as metas e os resultados do IDEB se articulam à interpretação pedagógica dos indicadores e à formulação de políticas públicas educacionais na Educação Básica. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva e bibliográfico-documental, desenvolvida por meio de uma Revisão Integrativa da Literatura. A seleção dos estudos observou as recomendações do PRISMA 2020, resultando em um corpus constituído por dez artigos científicos, complementado pela análise de documentos legais e normativos.
Os resultados, interpretados à luz das teorias da regulação e da responsabilização educacional (accountability) e da perspectiva das três gerações de avaliação em larga escala, evidenciaram três eixos de análise: a fórmula, os limites técnicos e a confiabilidade estatística do índice como medida síntese de qualidade; a apropriação pedagógica dos resultados pela gestão escolar; e os usos político-discursivos e gerencialistas do índice, incluindo sua legitimação pela grande imprensa.
Conclui-se que o IDEB constitui um instrumento relevante de diagnóstico, planejamento e mobilização social, mas sua efetividade como indutor de qualidade depende da superação de usos reducionistas e competitivos, exigindo interpretação contextualizada, apropriação pedagógica pelas escolas e articulação com políticas públicas de equidade, especialmente diante do novo ciclo decenal de metas estabelecido pelo Plano Nacional de Educação 2026-2036 (Lei nº 15.388/2026).
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Referencias
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