REFORÇO PROFILÁTICO COM TELA NO FECHAMENTO DE LAPAROTOMIAS MEDIANAS DE URGÊNCIA EM CAMPOS CONTAMINADOS E INFECTADOS: REVISÃO CRÍTICA DA EFICÁCIA, DA SEGURANÇA E DA APLICABILIDADE CLÍNICA

Autores

  • Luara Bela Rocha Gomes Autor
  • Maria Fernanda Serrano Rivero Autor
  • Gabrielle da Silva Rosa Autor
  • Emily Vitória Maia e Souza Beserra Autor
  • Cláudio do Prado Aranha Filho Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/armv2n10-022

Palavras-chave:

Deiscência da ferida operatória, Hérnia incisional, Laparotomia, Peritonite, Telas cirúrgicas

Resumo

A implantação profilática de tela no fechamento de laparotomias de urgência busca prevenir deiscência fascial e hérnia incisional, mas sua aplicação em campos contaminados permanece controversa. Objetivou-se analisar criticamente a eficácia e a segurança dessa intervenção, com atenção à aplicabilidade dos resultados às feridas das classes III e IV dos Centers for Disease Control and Prevention. Realizou-se revisão narrativa crítica do acervo bibliográfico do projeto, complementada por conferência dirigida de publicações primárias e diretrizes até 26 de outubro de 2026. Foram descritos delineamento, características basais, material, plano de implantação e resultados por estudo, preservando denominadores e seguimentos específicos. Seis estudos comparativos constituíram o núcleo da síntese descritiva. No ensaio de Lima, a deiscência ocorreu em 0/63 pacientes com tela e 7/52 com sutura; houve maior frequência de infecção e seroma no grupo com tela. As coortes de Kurmann e Bravo-Salva mostraram menor ocorrência de hérnia, porém com limitações de confundimento e seleção. O ensaio PREEMER apresentou poucos eventos e perdas relevantes, enquanto estudos com tela biológica intraperitoneal e perfuração intestinal sinalizaram riscos específicos. A evidência não sustenta equivalência entre materiais e planos, nem a extrapolação automática de populações mistas para feridas III–IV. Conclui-se que o reforço pode oferecer benefício em contextos selecionados, mas sua indicação em campos contaminados e infectados exige avaliação individual do risco de falha fascial, das complicações protéticas e das limitações dos estudos disponíveis.

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Referências

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Publicado

2026-11-04

Como Citar

Gomes, L. B. R., Rivero, M. F. S., Rosa, G. da S., Beserra, E. V. M. e S., & Aranha Filho, C. do P. (2026). REFORÇO PROFILÁTICO COM TELA NO FECHAMENTO DE LAPAROTOMIAS MEDIANAS DE URGÊNCIA EM CAMPOS CONTAMINADOS E INFECTADOS: REVISÃO CRÍTICA DA EFICÁCIA, DA SEGURANÇA E DA APLICABILIDADE CLÍNICA. Aurum Revista Multidisciplinar, 2(10), e262558. https://doi.org/10.63330/armv2n10-022