A HISTÓRIA DO EMDR

Autores

  • Elyssa Ellen Macedo Dias Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.031-011

Palavras-chave:

EMDR, Trauma psicológico, Psicoterapia baseada em evidências, Processamento adaptativo da informação

Resumo

A Terapia de Dessensibilização e Reprocessamento por Meio dos Movimentos Oculares (EMDR) é o tema central deste trabalho, que teve como objetivo compreender sua trajetória histórica, desde sua origem empírica com Francine Shapiro até sua consolidação como uma prática psicoterapêutica baseada em evidências, reconhecida internacionalmente. O estudo buscou analisar o desenvolvimento do EMDR em três frentes principais: a origem da técnica, o desenvolvimento inicial e a posterior ampliação de sua aplicação clínica para além do tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), incluindo transtornos como ansiedade, depressão, fobias, luto complicado e traumas complexos. Para isso, utilizou-se uma metodologia de pesquisa qualitativa, com caráter descritivo e exploratório, fundamentada em levantamento bibliográfico. Foram analisadas obras de referência da criadora da técnica, estudos clínicos, revisões sistemáticas, diretrizes internacionais de saúde mental e publicações de especialistas na área, como Maxfield, Korn, Solomon e Shapiro. O trabalho apresentou, na primeira parte, a contextualização teórica do EMDR, explicando seus fundamentos no modelo de Processamento Adaptativo da Informação (PAI). Em seguida, discutiu-se o processo de sistematização do protocolo terapêutico em oito fases, que permitiu à técnica um status de intervenção estruturada e padronizada. Posteriormente, foi abordada a expansão de sua aplicação clínica para diferentes condições psicológicas, com destaque para evidências empíricas que sustentam sua eficácia. Os resultados da pesquisa demonstram que o EMDR se estabeleceu como uma abordagem terapêutica integrativa, capaz de promover alívio sintomático, reestruturação cognitiva e melhora funcional em indivíduos com diferentes quadros de sofrimento psíquico. Conclui-se que o EMDR representa um avanço significativo na psicoterapia contemporânea, tanto por sua base científica sólida quanto por seu potencial de adaptação a diferentes contextos clínicos. O estudo também aponta para a necessidade de mais pesquisas em populações específicas e para o fortalecimento da formação de profissionais devidamente capacitados na técnica, a fim de garantir sua aplicação ética e segura.

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Publicado

2026-03-11