ALTERNATIVAS À CLORAÇÃO CONVENCIONAL EM ETAS DE MÉDIO PORTE UMA ANÁLISE COMPARATIVA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.033-003Palavras-chave:
Tecnologias de desinfecção, Avaliação de risco, Viabilidade operacional, Decisão técnica, Estações de tratamento de águaResumo
A desinfecção é etapa essencial no tratamento de água para consumo humano, sendo a cloração convencional amplamente utilizada em Estações de Tratamento de Água (ETAs) no Brasil. Este estudo apresenta uma análise comparativa entre a cloração convencional e métodos alternativos de desinfecção aplicáveis a ETAs de médio porte, com base em um estudo de caso desenvolvido na ETA Nova, localizada no município de Barra Mansa (RJ), responsável pelo tratamento de água para uma população aproximada de 110.00 habitantes, com vazão média de tratamento da ordem de 350 L/s. A avaliação considerou critérios de eficiência microbiológica, viabilidade operacional, custos, segurança do trabalho e manutenção, com apoio da Matriz GUT e de matrizes de risco. Os resultados indicaram que a cloração convencional apresenta boa eficiência e baixo custo direto, porém envolve elevados riscos operacionais associados ao manuseio e armazenamento de cloro gás. A radiação ultravioleta demonstrou alta eficiência na inativação microbiológica, entretanto não assegura desinfetante residual na rede, exigindo a adoção de processo complementar. A ozonização apresentou elevado desempenho sanitário, porém com maior complexidade operacional e custos de implantação e operação. A cloração por geração de hipoclorito de sódio in loco apresentou o melhor desempenho global, conciliando eficiência, segurança operacional, menor risco ocupacional, simplicidade de manutenção e garantia de residual desinfetante. De forma geral, os resultados indicam que a geração de hipoclorito in loco constitui a alternativa mais adequada para ETAs de médio porte em contextos operacionais similares.
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