FATORES DETERMINANTES PARA O DESENVOLVIMENTO DE SEPSE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-047Palabras clave:
Fatores de risco, Infecção hospitalar, Infecção relacionada à assistência à saúde, Multirresistência, Paciente crítico, Sepse, Unidade de Terapia IntensivaResumen
A sepse constitui uma das principais causas de morbimortalidade entre pacientes criticamente enfermos e representa importante desafio para os serviços de terapia intensiva. Caracteriza-se por disfunção orgânica potencialmente fatal decorrente de uma resposta desregulada do organismo à infecção. O desenvolvimento da sepse em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) resulta da interação complexa entre características individuais do hospedeiro, gravidade da doença, presença de comorbidades, imunossupressão, exposição a procedimentos invasivos, infecções relacionadas à assistência à saúde, uso prévio de antimicrobianos, colonização por microrganismos multirresistentes e duração da internação. A própria condição crítica favorece alterações da barreira epitelial, imunidade, microbiota, perfusão tecidual e integridade de órgãos, aumentando a suscetibilidade à infecção e à progressão para disfunção orgânica. Entre os fatores relacionados à assistência destacam-se ventilação mecânica, cateteres intravasculares, sondagem vesical, procedimentos cirúrgicos, nutrição parenteral, exposição prolongada a antimicrobianos e permanência prolongada na UTI. A identificação precoce desses fatores permite estabelecer estratégias de prevenção, vigilância epidemiológica, controle de infecções, uso racional de antimicrobianos e reconhecimento oportuno da deterioração clínica. Este artigo apresenta uma revisão narrativa dos principais fatores determinantes para o desenvolvimento de sepse em pacientes adultos internados em UTI, enfatizando aspectos relacionados ao hospedeiro, à infecção, ao ambiente hospitalar e às intervenções terapêuticas.
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Referencias
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