ALBUMINÚRIA, FUNÇÃO RENAL E ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: DESAFIOS PARA A IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DA DOENÇA RENAL CRÔNICA NO SUS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-056Palabras clave:
Albuminúria, Atenção Primária à Saúde, Doença renal crônica, Sistema Único de Saúde, Taxa de filtração glomerularResumen
A Doença Renal Crônica constitui condição de elevada relevância para a saúde pública, sobretudo por apresentar evolução frequentemente silenciosa e forte associação com hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e envelhecimento. Este capítulo teve como objetivo discutir a identificação precoce da doença renal na Atenção Primária à Saúde, com ênfase na avaliação conjunta da taxa de filtração glomerular estimada e da albuminúria, na estratificação prognóstica e na continuidade do cuidado no Sistema Único de Saúde. Trata-se de uma revisão narrativa de caráter teórico e de atualização, fundamentada em diretrizes internacionais, documentos oficiais brasileiros e estudos recentes relacionados à detecção e ao manejo da doença renal crônica na atenção primária. A literatura evidencia que a utilização isolada da creatinina sérica pode deixar sem reconhecimento pessoas com lesão renal e filtração ainda preservada, enquanto a subutilização da relação albumina-creatinina urinária compromete a identificação de indivíduos sob maior risco. A combinação entre taxa de filtração glomerular estimada e albuminúria permite qualificar o diagnóstico, o prognóstico, a periodicidade do monitoramento e a definição dos casos que demandam cuidado compartilhado com a nefrologia. Conclui-se que a ampliação da detecção precoce depende menos de rastreamento indiscriminado e mais da incorporação sistemática da avaliação renal aos grupos de risco, do seguimento dos resultados alterados, da educação permanente das equipes e da organização de fluxos assistenciais capazes de transformar achados laboratoriais em intervenções nefroprotetoras oportunas.
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Referencias
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