CLAREAMENTO DENTAL E SENSIBILIDADE: AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DE DESSENSIBILIZANTES TÓPICOS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-001Palabras clave:
Clareamento Dental, Sensibilidade Dentinária, Agentes Dessensibilizantes, Peróxido de Hidrogênio, Estética OdontológicaResumen
O clareamento dental consolidou-se como um dos procedimentos mais procurados na odontologia estética, apresentando alta eficácia através do uso de agentes oxidantes como o peróxido de hidrogênio e o peróxido de carbamida. Apesar de ser um tratamento conservador e seguro, a sensibilidade dentinária desponta como o principal e mais comum efeito adverso, ocorrendo devido à rápida penetração dos peróxidos através dos túbulos dentinários até a câmara pulpar, o que desencadeia um quadro de estresse celular, inflamação e pulpite reversível. Diante dessa problemática, este texto objetiva sintetizar a etiopatogenia da sensibilidade e avaliar a eficácia dos agentes dessensibilizantes tópicos no seu manejo. A literatura demonstra que o uso de dessensibilizantes de ação neural, como o nitrato de potássio, e de ação obliteradora, como o fluoreto de sódio, a nano-hidroxiapatita e os compostos contendo cálcio (CPP-ACP), é altamente eficaz na prevenção e na redução da intensidade da dor aguda. Estes agentes podem ser aplicados previamente, incorporados aos próprios géis clareadores ou utilizados logo após as sessões, oferecendo alívio ao paciente sem comprometer a eficácia estética e a mudança de cor final do esmalte. Além das terapias tópicas, a literatura aponta que a associação com a fotobiomodulação (lasers de baixa potência) logo após a remoção do gel e a personalização dos protocolos clínicos pelo cirurgião-dentista representam as estratégias modernas mais promissoras para garantir o sucesso do tratamento clareador e o bem-estar do indivíduo.
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