INCLUSÃO E NEURODIVERSIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR: ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS ALÉM DO DIAGNÓSTICO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-018Palabras clave:
Inclusão escolar, Neurodiversidade, Educação inclusiva, Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, Dislexia, Flexibilização curricular, Metodologias ativas, Autorregulação, Participação significativa, Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), Formação docenteResumen
O capítulo “Inclusão e Neurodiversidade no Contexto Escolar: Estratégias Pedagógicas Além do Diagnóstico”, de Francine Giana Guido, discute a necessidade de superar práticas centradas exclusivamente no diagnóstico clínico e avançar para metodologias pedagógicas que valorizem a participação ativa e o desenvolvimento integral dos estudantes neurodivergentes. A autora apresenta a neurodiversidade como parte constitutiva da condição humana, destacando que condições como TEA, TDAH e dislexia devem ser compreendidas não apenas como limitações, mas como variações legítimas do funcionamento neurológico.
O texto enfatiza que a inclusão escolar não se resume ao acesso físico, mas à participação significativa, defendendo princípios como flexibilização curricular, ensino multimodal, avaliação formativa e ambientes escolares acolhedores. São exploradas estratégias pedagógicas além do diagnóstico, incluindo organização do espaço escolar, metodologias ativas, diferenciação pedagógica e práticas de autorregulação. O papel do professor é destacado como central na mediação inclusiva, exigindo observação, escuta ativa, flexibilidade e formação continuada.
Experiências e desafios da escola real são analisados, revelando que a inclusão exige mudanças estruturais, criatividade pedagógica e compromisso coletivo. Em síntese, o capítulo defende que a neurodiversidade deve ser vista como riqueza para a escola, ampliando horizontes e fortalecendo a construção de uma educação democrática e plural.
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