USO DE MACROFIBRAS SINTÉTICAS EM PISOS INDUSTRIAIS: DESEMPENHO ESTRUTURAL, EXECUÇÃO E VIABILIDADE TÉCNICA

Autores/as

  • João Paulo de Almeida Figueiredo Autor
  • Diego Sebastian Carvalho de Souza Autor
  • Thiago Sebastian Carvalho de Souza Autor
  • Danielle Marçal Vilameá de Souza Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.033-006

Palabras clave:

Pavimentos de concreto, Concreto reforçado com fibras, Microestrutura do concreto

Resumen

Este estudo avalia o desempenho de pisos de concreto reforçados com macrofibra sintética, considerando aspectos mecânicos, microestruturais e de compatibilidade físico-química. Foram produzidos concretos com resistências características de 25 MPa e 40 MPa, incorporando macrofibra sintética nos teores de 0,0; 2,25; 4,0 e 6,25 kg·m⁻³. A resistência à compressão axial foi determinada aos 7 e 28 dias, sendo observados, aos 7 dias, incrementos de resistência no concreto de 25 MPa com o aumento do teor de macrofibra, alcançando valores médios próximos a 19 MPa. Aos 28 dias, os concretos mantiveram resistências médias entre 25,4 e 27,3 MPa para o Fck 25 MPa e entre 35,3 e 36,7 MPa para o Fck 40 MPa, indicando que a incorporação da macrofibra não compromete o desempenho mecânico do piso. A análise do coeficiente de variação revelou aumento da dispersão dos resultados em teores elevados de macrofibra, associado à dificuldade de homogeneização. As análises por microscopia eletrônica de varredura evidenciaram melhor distribuição da macrofibra nas dosagens intermediárias, enquanto teores mais altos apresentaram indícios de segregação. As análises por difração de raios X e o ensaio de expansibilidade não indicaram alterações mineralógicas ou expansões acima dos limites normativos. Conclui-se que a macrofibra sintética é tecnicamente viável para aplicação em pisos de concreto, desde que empregada em dosagens controladas.

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Publicado

2026-02-09

Cómo citar

USO DE MACROFIBRAS SINTÉTICAS EM PISOS INDUSTRIAIS: DESEMPENHO ESTRUTURAL, EXECUÇÃO E VIABILIDADE TÉCNICA. (2026). Aurum Editora, 66-76. https://doi.org/10.63330/aurumpub.033-006

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