A MULHER NEGRA NA OBRA “A FALÊNCIA” DE JÚLIA LOPES DE ALMEIDA: ANÁLISE DA PERSONAGEM SANCHA E O PAPEL DA MULHER NEGRA NO FINAL DO SÉCULO XIX
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.039-017Palabras clave:
Mulher Negra, Júlia Lopes de Almeida, Feminismo NegroResumen
Neste artigo será analisada a representação da mulher negra no final do Século XIX, período em que o Brasil passava por grandes transformações sociais, uma delas o declínio do café no sul do país, tais mudanças refletiram nos valores e costumes. Apesar de nesse período a escravidão já ter sido abolida, os ex- escravos agora sofriam de outras mazelas: abandono por parte do estado, perseguição das autoridades de segurança, falta de moradia e emprego. Dentro desse contexto iremos analisar a personagem Sancha dentro da obra de Júlia Lopes de Almeida, que mesmo sendo uma mulher conseguiu publicar obras relevantes para o período e que nos permite ter acesso á à realidade de mulheres de diferentes classes sociais da época. A partir da perspectiva de Sancha adentraremos na vivência de uma mulher preta e todas as suas duras experiências para sobreviver em um período em que ser mulher já não constituía uma tarefa fácil, e ser mulher e preta então, era um atestado de que a vida, por si só, seria um infortúnio. Para este fim buscaremos respaldo teórico nos estudos de Bell Hooks (2019), Schwarcz (1987), Djamilla Ribeiro (2019), Gonzalez (2020), entre outras, que ao longo de suas trajetórias de vida e acadêmica sempre empreenderam grandes esforços na luta pela visibilidade da mulher negra e o respeito aos seus corpos como dignos e capazes de ocuparem todo e qualquer espaço.
Descargas
Referencias
ALMEIDA, Júlia Lopes de. A falência. Jandira, SP: Pricipis, 2019.
BRASIL, Ministério do trabalho e emprego. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2024/Marco/emprego-domestico-no-brasil-e-formado-por-mulheres Acesso em: 13 de Julho de 2025. conteudo/2024/Marco/emprego-domestico-no-brasil-e-formado-por-mulheres
CRENSHAW, Kimberle. Desmarginalizando a intersecção de raça e sexo: uma crítica feminista negra da doutrina antidiscriminação, teoria feminista e política antirracista. Fórum Jurídico da Universidade de Chicago: feminismo na lei - teoria, prática e crítica. Chicago, p. 139-167, 1989.
__________ Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Estudos Feministas. Ano 10 vol. 1, 2002. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/ref/v10n1/11636.pdf> Acesso em: 27/jul/ 2025
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe [recurso eletrônico]: Boitempo. São Paulo, 2016.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador : EDUFBA, 2008.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos.. Rio de Janeiro: Editora schwarcz s.a, 2020.
GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. In: Tempo Brasileiro. Rio de Janeiro, Nº. 92/93 (jan./jun.). 1988b, p. 69-82.
HOOKS, Bell. Não sou eu uma mulher. Mulheres negras e feminismo. Rio de Janeiro: Gueto, 2014.
HOLANDA, Heloísa Buarque. Pensamento feminista brasileiro: formação e contexto. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala: feminismos plurais. São Paulo: Polén, 2017.
SCHWARCZ, Lilian. Retrato em branco e negro: jornais, escravos e cidadãos em São Paulo no fim do século XIX São Paulo:Companhia das letras, 1987.
SOUSA, Karla Cristina Silva. BARROS, João de deus Vieira. Revista Educação e Emancipação, São Luís/ MA, v.5, n.2, jul/dez. 2012.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.