A DUALIDADE DA ALMA E O ESPÍRITO ABSOLUTO: UMA ANÁLISE DA CONEXÃO ENTRE A OBRA O ESPELHO DE MACHADO DE ASSIS E O CONCEITO DE LIBERDADE DE ESPÍRITO NA FILOSOFIA DE HEGEL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.018-027Palavras-chave:
Conhecimento de si, Espírito absoluto, Subjetivo e objetivo, O EspelhoResumo
O presente artigo traz uma discussão sobre o conhecimento de si, do outro e do mundo por meio da filosofia de Hegel a partir da análise do conto machadiano “O Espelho”. Machado de Assis nessa obra vislumbra a possibilidade da existência de duas almas, uma interior e outra exterior. Ele faz uma análise do comportamento humano, afirmando que alma externa, aquela que seria o nosso status social, nossa imagem perante a sociedade seria mais importante do que a nossa alma interior, que corresponderia a nosso verdadeiro eu, a nossa personalidade. Por sua vez, a Filosofia Hegel valoriza o todo, todas as representações que constitui o Todo, o Absoluto. Para Hegel, a alma seria o universal na forma da contemplação e da pura reflexão sobre si mesma. Dessa forma, esse trabalho nos consente o emprego da literatura, enquanto expressão do espírito do homem, em uma abordagem filosófica, pois a filosofia de Hegel assenta aos propósitos do espírito, por meio de suas múltiplas representações sobre a vida. Pelo que encontramos um elo entre a obra O espelho e a filosofia do espírito de Hegel, vez que a alma subjetiva compreende os interesses mais profundos, as verdades mais abrangentes do espírito (HEGEL, 2001).
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