EDUCAR PARA A AUTONOMIA: CAMINHOS PEDAGÓGICOS PARA FORMAR SUJEITOS CRÍTICOS, CONFIANTES E PROTAGONISTAS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.067-015Palavras-chave:
Autonomia, Mediação pedagógica, Participação, Pensamento crítico, Protagonismo estudantilResumo
Educar para a autonomia constitui um dos principais desafios da escola contemporânea, especialmente em um contexto no qual os estudantes são continuamente convocados a interpretar informações, posicionar-se diante de questões sociais, tomar decisões e conviver com diferentes perspectivas. Este capítulo tem como objetivo refletir sobre caminhos pedagógicos capazes de favorecer a formação de sujeitos críticos, confiantes e protagonistas, compreendendo a autonomia não como independência absoluta, espontaneísmo ou ausência de mediação docente, mas como uma construção ética, intelectual, afetiva e social. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter reflexivo, fundamentada em autores clássicos, como Paulo Freire, John Dewey, Lev Vygotsky, Henri Wallon, Henry Giroux e bell hooks, colocados em diálogo com artigos, dissertações e teses recentes sobre metodologias ativas, pensamento crítico, voz estudantil, protagonismo e participação escolar. A discussão evidencia que a autonomia se desenvolve quando os estudantes encontram oportunidades reais de perguntar, argumentar, criar, escolher, avaliar o próprio percurso e participar das decisões relacionadas à aprendizagem. Também se problematiza o emprego superficial do termo protagonismo, especialmente quando utilizado para responsabilizar individualmente o estudante por seu sucesso ou fracasso, sem considerar as desigualdades sociais e as condições institucionais. Conclui-se que educar para a autonomia exige presença docente, rigor pedagógico, diálogo, escuta, problematização da realidade e experiências progressivas de participação, por meio das quais o estudante possa aprender a exercer a liberdade com responsabilidade.
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