PRÁTICAS PEDAGÓGICAS COM ABELHAS SEM FERRÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Autores/as

  • Douglas Barbosa Werneck Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.050-029

Palabras clave:

Educação ambiental, Abelhas sem ferrão, Práticas pedagógicas, Educação básica

Resumen

Este artigo examina práticas pedagógicas com abelhas sem ferrão na educação básica, em articulação com a educação ambiental e com o potencial formativo dos meliponários educativos. Parte-se do entendimento de que a presença desses insetos em práticas comunitárias, em saberes locais e em experiências formativas oferece à escola um tema fértil para o trabalho interdisciplinar. Em vez de restringir o assunto à exposição de conteúdos, sustenta-se que o contato mediado com colônias de abelhas sem ferrão favorece observação sistemática, formulação de perguntas, construção de explicações sobre polinização e biodiversidade, além de discussões sobre responsabilidades socioambientais, políticas públicas e manejo ético de seres vivos. No plano metodológico, trata-se de pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, complementada por análise documental de referenciais normativos e curriculares. O corpus reúne estudos que discutem meliponários didáticos, propostas de intervenção pedagógica e sínteses sobre práticas escolares com abelhas nativas, em diálogo com a Constituição Federal, com a Política Nacional de Educação Ambiental, com a Base Nacional Comum Curricular e com a Resolução CONAMA nº 496/2020. A análise evidencia que as práticas pedagógicas com abelhas sem ferrão podem integrar conhecimentos de Ciências, Geografia, Língua Portuguesa e Matemática, desde que sua inserção esteja vinculada a planejamento pedagógico, continuidade institucional e mediação docente. Os trabalhos revisados mostram, ainda, que a força formativa do tema depende de condições concretas, entre elas infraestrutura, formação, rotinas de manutenção, adequação do espaço físico e observância das normas ambientais. Ao mesmo tempo, a literatura sugere que propostas dessa natureza ganham maior densidade quando ultrapassam ações pontuais de sensibilização e se vinculam a processos investigativos mais duradouros, em diálogo com o território e com problemas socioambientais contemporâneos. Conclui-se que o trabalho pedagógico com abelhas sem ferrão, quando conduzido com responsabilidade normativa e intencionalidade didática, pode constituir um eixo sólido para a educação ambiental na educação básica.

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Publicado

2026-04-28

Cómo citar

Werneck, D. B. (2026). PRÁTICAS PEDAGÓGICAS COM ABELHAS SEM FERRÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA. Aurum Editora, 345-354. https://doi.org/10.63330/aurumpub.050-029