AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Autores

  • Ricardo Normando Ferreira de Paula Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/armv2n3-001

Palavras-chave:

Inteligências múltiplas, Neurociência, Desenvolvimento infantil, Ensino-aprendizagem

Resumo

Em 1983, o psicólogo Howard Gardner apresentou uma nova concepção sobre inteligência que se diferenciava das abordagens tradicionais predominantes na psicologia da época. Sua proposta, denominada Teoria das Inteligências Múltiplas, ampliou o entendimento sobre o conceito de inteligência ao defender que os indivíduos possuem diferentes tipos de capacidades cognitivas, e não apenas uma habilidade geral mensurável. A divulgação dessa teoria gerou intenso debate no meio acadêmico, despertando tanto questionamentos quanto grande interesse por parte de pesquisadores e educadores, especialmente quanto às suas possibilidades de aplicação no contexto educacional. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo analisar a Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner no âmbito da Educação Infantil, por meio de uma revisão bibliográfica. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza descritiva, desenvolvida a partir da análise de livros e produções acadêmicas de autores da área da Pedagogia, com destaque para estudos relacionados às Altas Habilidades e às Inteligências Múltiplas. A teoria proposta por Gardner parte do pressuposto de que todas as pessoas apresentam diferentes tipos de inteligência que se manifestam de formas variadas e que podem ser desenvolvidas ao longo da vida. Dessa forma, reconhecer essa diversidade de habilidades torna-se fundamental para o processo educativo, pois possibilita a criação de estratégias pedagógicas que valorizem as potencialidades individuais dos alunos. Nesse contexto, a utilização de práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento das múltiplas inteligências na Educação Infantil contribui para ampliar as oportunidades de aprendizagem, respeitando as diferenças entre os estudantes e promovendo um ensino mais inclusivo e significativo.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

ALDRICH, R. Neuroscience, education and the evolution of human brain. History of Education: Journal of the History of Education Society, v. 42, n. 3, p. 396–410, 2013.

ALMEIDA. L. R. de; MAHONEY, A. A. (Org.). Afetividade e aprendizagem: contribuições de Henri Wallon. São Paulo: Loyola, 2003.

ANTUNES, C. Inteligências Múltiplas E Seus Estímulos (as). Papirus Editora, 1998.

AGNOLON, R.; MASOTTI, D. R. A musicalização e o desenvolvimento cognitivo de crianças a partir das inteligências múltiplas. # Tear: Revista de Educação, Ciência e Tecnologia, v. 5, n. 1, 2016. Disponível em: https://periodicos.ifrs.edu.br/index.php/tear/article/view/1967. Acesso em 20 de abr. de 2024.

ALMEIDA, L. S. et al. Inteligências múltiplas de Gardner: É possível pensar a inteligência sem um factorg?. Psychologica, n. 50, p. 41-55, 2009. Disponível em: http://impactum-journals.uc.pt/psychologica/article/view/969. Acesso em set. de 2019.

ANTUNES, C. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. Editora Vozes Limitada, 2011.

BARBIERI, Alessandra et al. Interdisciplinariedade, inclusão e avaliação na educação física: contribuições na perspectiva das inteligências múltiplas. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, v. 7, n. 2, 2009.Disponível em http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/view/587. Acesso em 20 de abr. de 2024.

BARRETTO, E. S. S. SOUSA, S. Z. Reflexões sobre as políticas de ciclos no Brasil. Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 126, set. /dez. 2004

BRASIL Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 1974.

CORREIA, Marcos Antonio. A função didático-pedagógica da linguagem musical: uma possibilidade na educação. Educar em Revista, n. 36, p. 127-145, 2010. Disponível emhttps://www.redalyc.org/pdf/1550/155015820010.pdf. Acesso em 20 de abr. de 2024.

CAREW, T. J.; MAGSAMEN, S. H. Neuroscience and education: An ideal partnership for producing evidence-based solutions to guide 21st century learning. Neuron, v. 67, n. 5, p. 685–688, 2010.

CREPALDI, Erica Taciana dos Santos. Sintomas de estresse e percepção de estressores escolares no início do Ensino Fundamental. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo. 2016.

COSENZA, Ramon e GUERRA, Leonor. Neurociência e educação: como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011.

FELIPE, Jane. O desenvolvimento infantil na perspectiva sociointeracionista: Piaget, Vygotsky, Wallon. Educação Infantil: pra que te quero, p. 27-37, 2001.

FERREIRA, Beatriz Reis; DE OLIVEIRA, Michel Amorim; ALVES, Renata Farche. Psicologia e ensino: análise de contexto escolar na perspectiva de Wallon. Revista Educação-UNG-Ser, v. 14, n. 1, p. 91-97, 2019.

FIORI, Nicole. As neurociências cognitivas. Petrópolis/RJ: Vozes, 2008.

GALVÃO, Izabel. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Ed. Vozes. Petropolis - RJ. 2000.

GARDNER, Howard. Estruturas da mente: a Teoria das Múltiplas Inteligências. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. Publicado originalmente em inglês com o título: The framsofthemind: theTheoryofMultipleIntelligences, em 1983.

GARDNER, H. Inteligências Múltiplas – A Teoria na Prática. Porto Alegre: Editora Artes Médicas,1995.

GARDNER, H. Inteligência: um conceito reformulado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

GOLEMAN, D. Inteligência Emocional. 12a Edição. Temas Editoriais. Lisboa. 2003.

GUIMARÃES, C. M.; GARMS, G. M. Z. Currículo para a educação e o cuidado da criança de 0 a 5 anos?. Revista de Educação PUC-Campinas, v. 18, n. 1, p. 19-35, 2013. Disponível em: http://periodicos.puc-campinas.edu.br/seer/index.php/reveducacao/article/view/1895. Acesso em set. de 2019.

GUERRA, L. B. Como as neurociências contribuem para e educação escolar? FGR em revista, Belo Horizonte, ano 4, n. 5, p. 6-9, out. 2010.

INTERAGIA. Organização e metodologia da educação infantil. 2013. Disponível em: https://interagia.blogspot.com/2013/10/organizacao-e-metodologia-da-educacao.html. Acesso em 20 de abr. de 2024.

KLEMANN, A. P.; NUNES, J. M. Educação infantil na trilha das múltiplas inteligências: uma proposta de construção do conhecimento a partir de salas ambiente. Amazônia: Revista de Educação em Ciências e Matemáticas, v. 12, n. 23, p. 44-57, 2015. Disponível em: http://periodicos.ufpa.br/index.php/revistaamazonia/article/view/2522. Acesso em 20 de abr. de 2024.

MAIA, Heber (Org.) Neuroeducação e ações pedagógicas. Rio de Janeiro: Wak, vol. 4. 2011.

MATWIJSZYN, Marise. A imitação no desenvolvimento infantil e suas implicações para a educação segundo as concepções antroposófica e walloniana. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Pernambuco. 2003.

MARIANO, W. S. et al. Teoria de Howard Gardner, das inteligências múltiplas, em escolas: públicas e privadas do município de Dourados/MS. Cadernos da Pedagogia, v. 2, n. 4, 2009. Disponível em: http://www.cadernosdapedagogia.ufscar.br/index.php/cp/article/download/107/64. Acesso em 20 de abr. de 2024.

METRING, R. Neuropsicologia e aprendizagem: fundamentos necessários para planejamento do ensino. Rio de Janeiro: Wak, 2011.

OLIVEIRA, G.G. Neurociência E Os Processos Educativos: Um Saber Necessário Na Formação De Professores. Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Educação do Programa de Mestrado em Educação da Universidade de Uberaba. Uberaba – MG. 2011.

PERALVA, Angelina. Democracia, o paradoxo brasileiro, São Paulo: Paz e Terra, 1997.

SILVA, F.; MORINO, C. R. I. A importância das neurociências na formação de professores. Momento - Diálogos em Educação, [S.l.], v. 21, n. 1, p. 29, jul. 2013. ISSN 2316-3100. Disponível em: <https://periodicos.furg.br/momento/article/view/2478/2195>. Acesso em set. de 2019.

SILVA, Fiderisa da; MORINO, Carlos Richard Ibañez. A importância das neurociências na formação de professores. Momento - Diálogos em Educação, [S.l.], v. 21, n. 1, p. 29, jul. 2013. ISSN 2316-3100. Disponível em: <https://periodicos.furg.br/momento/article/view/2478/2195>. Acesso em: 06 ago. 2019

SILVER, H.; STRONG, R.; PERINI, M. Inteligências múltiplas e estilos de aprendizagem. Porto: Porto Editora, 2010. Disponível em: http://www.edipsico.pt/files/Inteligencias-Multiplas.pdf. Acesso em set. de 2019.

TEIXEIRA, Edival Sebastião. A questão da periodização do desenvolvimento psicológico em Wallon e em Vigotski: alguns aspectos de duas teorias. Educação e pesquisa, v. 29, n. 2, p. 235-248, 2003.

TEIXEIRA, Hebert et al. A inteligência naturalista e a educação em espaços não formais: um novo caminho para uma educação científica. Revista Areté| Revista Amazônica de Ensino de Ciências, v. 5, n. 9, p. 55-66, 2017.Disponível em: http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/47. Acesso em: 06 out. 2019

WALLON, H. Psicologia infantil. Madrid: Gráfica Rógar. Navalcarnero, 1996.

Downloads

Publicado

2026-03-16

Como Citar

AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL. (2026). Aurum Revista Multidisciplinar, 2(3), 1-18. https://doi.org/10.63330/armv2n3-001