AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n3-001Palabras clave:
Inteligências múltiplas, Neurociência, Desenvolvimento infantil, Ensino-aprendizagemResumen
Em 1983, o psicólogo Howard Gardner apresentou uma nova concepção sobre inteligência que se diferenciava das abordagens tradicionais predominantes na psicologia da época. Sua proposta, denominada Teoria das Inteligências Múltiplas, ampliou o entendimento sobre o conceito de inteligência ao defender que os indivíduos possuem diferentes tipos de capacidades cognitivas, e não apenas uma habilidade geral mensurável. A divulgação dessa teoria gerou intenso debate no meio acadêmico, despertando tanto questionamentos quanto grande interesse por parte de pesquisadores e educadores, especialmente quanto às suas possibilidades de aplicação no contexto educacional. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo analisar a Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner no âmbito da Educação Infantil, por meio de uma revisão bibliográfica. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza descritiva, desenvolvida a partir da análise de livros e produções acadêmicas de autores da área da Pedagogia, com destaque para estudos relacionados às Altas Habilidades e às Inteligências Múltiplas. A teoria proposta por Gardner parte do pressuposto de que todas as pessoas apresentam diferentes tipos de inteligência que se manifestam de formas variadas e que podem ser desenvolvidas ao longo da vida. Dessa forma, reconhecer essa diversidade de habilidades torna-se fundamental para o processo educativo, pois possibilita a criação de estratégias pedagógicas que valorizem as potencialidades individuais dos alunos. Nesse contexto, a utilização de práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento das múltiplas inteligências na Educação Infantil contribui para ampliar as oportunidades de aprendizagem, respeitando as diferenças entre os estudantes e promovendo um ensino mais inclusivo e significativo.
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