SEXISMO COMO CULTURA DÚBIA: DA PROTEÇÃO À SUBMISSÃO

Autores/as

  • Marco Antônio Teixeira de Paula Autor
  • Silvia Clicia Corrêa dos Santos de Paula Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/armv2n5-103

Palabras clave:

Sexismo, Patriarcado, Dominação simbólica, Gênero, Submissão feminina

Resumen

O presente artigo analisa o sexismo enquanto edificação cultural ambivalente, caracterizada pela coexistência entre discursos de proteção feminina e dispositivos de submissão socialmente legitimados. Parte-se da compreensão de que o patriarcado historicamente desenvolveu formas sutis de dominação que operacionalizam não apenas pela violência explícita, mas também pela idealização da mulher como pessoa frágil, moralmente inferior e dependente do cuidado masculino. Fundamentado nas contribuições teóricas de Simone de Beauvoir, Pierre Bourdieu, Heleieth Saffioti, Judith Butler, Bell Hooks, Peter Glick, Susan Fiske, Marcia Tiburi e Guacira Lopes Louro, o estudo traz para o palco das discussões, como o sexismo benevolente atua na naturalização das desigualdades de gênero e na manutenção do controle simbólico sobre os corpos e comportamentos femininos. Analisa-se ainda a continuidade dessas estruturas na contemporaneidade, especialmente através das relações afetivas, da educação e das redes sociais. Conclui-se que o discurso protetivo frequentemente mascara relações de poder, tornando a submissão feminina socialmente aceitável e culturalmente reproduzida.

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Referencias

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Publicado

2026-06-12

Cómo citar

de Paula, M. A. T., & de Paula, S. C. C. dos S. (2026). SEXISMO COMO CULTURA DÚBIA: DA PROTEÇÃO À SUBMISSÃO. Aurum Revista Multidisciplinar, 2(5), 1-8. https://doi.org/10.63330/armv2n5-103

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