REPRESENTAÇÕES DO SUJEITO E DA NAÇÃO NA TRADIÇÃO LITERÁRIA LUSO-BRASILEIRA

Autores

  • Leandro Ramos Furtado Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.018-020

Palavras-chave:

Representação, Nação, Sujeito, Literatura luso-brasileira, Hibridismo

Resumo

Este artigo objetiva analisar criticamente as transformações nas representações do Sujeito e da Nação na tradição literária luso-brasileira, do período colonial à contemporaneidade. A metodologia empregada é de natureza qualitativa e bibliográfica, baseada na crítica cultural e na análise comparativa de obras canônicas e contra-canônicas (Minayo, 2017; Said, 2007), fundamentada em conceitos como Representação (Hall), Comunidades Imaginadas (Anderson) e Hibridismo (Bhabha). Os resultados demonstram uma trajetória tripartida: 1) Fundação Ideológica, onde a literatura idealizou a Nação e forjou o Sujeito Herói (Anderson, 2008); 2) Crítica e Fragmentação, marcada pela desidealização realista e modernista (Hall, 2003), expondo a Nação como projeto falido; e 3) Hibridismo Pós-Colonial, com a emergência de vozes da margem (Spivak, 2010), reconfigurando a identidade luso-brasileira como múltipla e descentrada. Conclui-se que a literatura atuou como um campo discursivo que molda, critica e, finalmente, reescreve a Nação a partir da perspectiva do “entre-lugar” (Santiago, 2000), contribuindo para uma compreensão mais dinâmica das identidades culturais.

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Referências

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Publicado

2025-11-05

Como Citar

REPRESENTAÇÕES DO SUJEITO E DA NAÇÃO NA TRADIÇÃO LITERÁRIA LUSO-BRASILEIRA. (2025). Aurum Editora, 263-271. https://doi.org/10.63330/aurumpub.018-020