ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA A INCLUSÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO ENSINO REGULAR: DESAFIOS E PRÁTICAS DOCENTES
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.057-017Palavras-chave:
Desenho Universal para a Aprendizagem, Educação Inclusiva, Formação Docente, Práticas Pedagógicas, Transtorno do Espectro AutistaResumo
A inclusão escolar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) constitui um dos principais desafios da educação contemporânea, exigindo práticas pedagógicas que assegurem não apenas o acesso à escola, mas também a participação, a aprendizagem e o desenvolvimento em contextos educacionais inclusivos. Nesse cenário, este capítulo tem como objetivo analisar as principais estratégias pedagógicas voltadas à inclusão de estudantes com TEA no ensino regular, discutindo os desafios enfrentados pelos professores e as possibilidades de fortalecimento das práticas educativas inclusivas. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, fundamentada na análise de livros, artigos científicos, documentos legais e produções acadêmicas relacionadas à Educação Especial, à Educação Inclusiva e ao Transtorno do Espectro Autista. O estudo dialoga, entre outros referenciais, com as contribuições de Maria Teresa Eglér Mantoan, Lev Vygotsky, Eugênio Cunha, Sílvia Ester Orrú, Paulo Freire, CAST e Zerbato e Mendes, estabelecendo uma reflexão sobre o papel da escola e do professor na construção de ambientes educacionais acessíveis. A análise evidenciou que a efetivação da inclusão escolar depende da articulação entre formação docente, planejamento pedagógico, flexibilização curricular, mediação pedagógica, utilização de recursos estruturados e princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem. Evidenciou, ainda, que o fortalecimento das políticas públicas, do trabalho colaborativo entre escola, família e serviços de apoio, bem como a reorganização das práticas pedagógicas, constituem elementos fundamentais para a promoção de uma educação comprometida com a equidade e o reconhecimento da diversidade. Conclui-se que a inclusão escolar requer uma transformação das concepções e das práticas educativas, compreendendo a diversidade como princípio estruturante da escola e condição indispensável para a garantia do direito à aprendizagem de todos os estudantes.
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