INCLUSÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS INDÍGENAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INTERCULTURAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.057-012Palavras-chave:
Educação Escolar Indígena, Educação Especial, Interculturalidade, Povos Indígenas, Transtorno do Espectro AutistaResumo
Este capítulo discute a inclusão escolar de crianças indígenas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando os desafios e as possibilidades da articulação entre a educação especial, a educação escolar indígena e a interculturalidade. Parte do reconhecimento de que, embora a legislação brasileira assegure o direito à educação inclusiva e reconheça as especificidades culturais dos povos indígenas, ainda são escassos os estudos que abordam essa interface. O objetivo consiste em refletir sobre os principais desafios para a efetivação de práticas pedagógicas inclusivas e interculturais, evidenciando contribuições teóricas capazes de subsidiar a construção de uma educação comprometida com a diversidade humana e cultural. A discussão fundamenta-se em pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, apoiada em produções acadêmicas, documentos legais e autores como Maria Teresa Eglér Mantoan, Lev Vygotsky, Paulo Freire, Vera Maria Candau, Gersem José dos Santos Luciano (Baniwa), Daniel Munduruku e Ailton Krenak. As reflexões evidenciam que a inclusão de crianças indígenas com TEA ainda enfrenta desafios relacionados à formação docente, ao acesso aos serviços especializados, à produção de materiais pedagogicamente contextualizados e à limitada produção científica sobre a temática. Em contrapartida, destacam-se como possibilidades o fortalecimento da formação continuada, a participação das famílias e das comunidades indígenas, a valorização dos conhecimentos tradicionais e a adoção de práticas pedagógicas fundamentadas no Desenho Universal para a Aprendizagem e na interculturalidade. Conclui-se que a construção de uma educação inclusiva intercultural depende da articulação entre escola, comunidade e políticas públicas, assegurando o direito à aprendizagem e o respeito às identidades culturais.
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