LITERATURA INFANTIL, IMAGINAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE SENTIDO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-046Palavras-chave:
Literatura infantil, Imaginação, Linguagem, Leitura, Formação do leitorResumo
A literatura infantil constitui um dos espaços mais relevantes para o desenvolvimento simbólico, linguístico e cultural das crianças. Mais do que instrumento didático, ela representa experiência estética e prática social que possibilita a construção de sentidos sobre o mundo, sobre si e sobre o outro. Este capítulo discute a literatura infantil como dimensão formativa na educação básica, analisando sua relação com a imaginação, com a linguagem e com os processos de construção de significado na infância. A discussão parte do pressuposto de que a leitura literária, quando mediada de forma intencional, contribui para ampliar repertórios culturais, estimular a criatividade e favorecer o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças. O estudo fundamenta-se em autores que investigam a literatura infantil e a formação do leitor, como Abramovich, Coelho e Zilberman, além de dialogar com perspectivas socioculturais da aprendizagem presentes em Vygotsky e Bruner. Também são consideradas contribuições de Cosson e Soares sobre letramento e formação do leitor, bem como orientações presentes na Base Nacional Comum Curricular sobre práticas de leitura na infância. A análise evidencia que a literatura infantil não se limita ao entretenimento, mas constitui linguagem cultural que permite à criança experimentar diferentes perspectivas de mundo, elaborar emoções e construir significados sobre a realidade. Nesse contexto, destaca-se o papel do professor como mediador das experiências literárias, responsável por criar ambientes de leitura que valorizem a imaginação, a escuta e a interpretação. Conclui-se que a literatura infantil, quando integrada às práticas pedagógicas de forma reflexiva, contribui para a formação de leitores sensíveis, críticos e capazes de atribuir sentidos às experiências humanas.
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