COMPARAÇÃO DO RISCO CIRÚRGICO E FARMACOLÓGICO NO TRATAMENTO DA OBESIDADE: CIRURGIA BARIÁTRICA VERSUS ANTIDIABÉTICOS INJETÁVEIS

Autores

  • Maria Victoria Araújo Rafael Autor
  • Anali Gonzales Calizaya Autor
  • Nathanael Philipe Mendonça e Silva Autor
  • Italo Tammer Oliveira de Castro Autor
  • Mateus Domingues Oliveira Autor
  • Victória Pires Franco Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.036-017

Palavras-chave:

Obesidade, Tratamento da obesidade, Cirurgia bariátrica, Antidiabéticos injetáveis, Agonistas do receptor GLP-1, Tirzepatida

Resumo

A obesidade é uma doença crônica associada a aumento significativo de morbimortalidade cardiovascular, metabólica e inflamatória. Entre as estratégias terapêuticas mais eficazes para casos moderados a graves destacam-se a cirurgia bariátrica e o uso de antidiabéticos injetáveis com efeito em perda ponderal, especialmente agonistas do GLP-1 como a semaglutida e agonistas duplos como a tirzepatida.A cirurgia bariátrica, particularmente técnicas como bypass gástrico em Y de Roux e gastrectomia vertical (sleeve), promove perda de peso média de 25–35% do peso corporal total, além de melhora expressiva no controle glicêmico, com taxas relevantes de remissão do diabetes tipo 2. Também há evidências consistentes de redução de eventos cardiovasculares e mortalidade em longo prazo. Entretanto, trata-se de procedimento invasivo, com risco perioperatório estimado entre 0,1% e 0,5% em centros especializados. Complicações incluem sangramento, tromboembolismo, fístulas, infecções e, tardiamente, deficiências nutricionais crônicas, síndrome de dumping e necessidade de suplementação vitalícia. O risco não é apenas imediato: há impacto anatômico e metabólico permanente. Já os antidiabéticos injetáveis atuam modulando vias incretínicas que aumentam saciedade e retardam o esvaziamento gástrico. A perda de peso varia de 10% a 25%, dependendo da molécula e da dose. O perfil de risco é predominantemente gastrointestinal, com náuseas, vômitos e diarreia como eventos adversos mais comuns. Complicações raras incluem pancreatite e colelitíase associada à rápida perda ponderal. Diferentemente da cirurgia, o risco imediato é menor; contudo, a eficácia depende do uso contínuo, e a interrupção frequentemente resulta em recuperação parcial ou total do peso perdido.Comparativamente, a cirurgia apresenta maior magnitude e durabilidade de resposta metabólica, especialmente em obesidade grave, porém com risco cirúrgico e consequências irreversíveis. A terapia farmacológica oferece menor invasividade e maior reversibilidade, mas exige adesão prolongada e pode não atingir os mesmos desfechos metabólicos sustentados. A escolha terapêutica deve considerar gravidade da obesidade, presença de comorbidades, perfil de risco individual, capacidade de seguimento clínico e custo-efetividade em longo prazo.

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Referências

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Publicado

2026-02-26

Como Citar

COMPARAÇÃO DO RISCO CIRÚRGICO E FARMACOLÓGICO NO TRATAMENTO DA OBESIDADE: CIRURGIA BARIÁTRICA VERSUS ANTIDIABÉTICOS INJETÁVEIS. (2026). Aurum Editora, 138-150. https://doi.org/10.63330/aurumpub.036-017