SUICÍDIO NO BRASIL EM 2024: CORRENTES SUICIDÓGENAS E TIPOLOGIA DE DURKHEIM A PARTIR DE DADOS EPIDEMIOLÓGICOS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.034-011Palavras-chave:
Saúde Coletiva, Sociologia da Saúde, Suicídio, Émile DurkheimResumo
O presente artigo tem como objetivo realizar um diagnóstico sociológico do suicídio no Brasil em 2024, à luz da teoria de Émile Durkheim, com ênfase nas “correntes suicidógenas” e na tipologia quadrimembre (egoísta, altruísta, anômico e fatalista). Trata-se de um artigo de reflexão com base empírico-descritiva, fundamentado em dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS), considerando óbitos por lesões autoprovocadas intencionalmente (CID-10: X60–X84). A análise descreveu a distribuição dos óbitos segundo sexo, faixa etária e estado civil, articulando os padrões observados à interpretação etiológica durkheimiana. Em 2024, registraram-se 16.751 óbitos por suicídio, com predominância masculina (13.047) e concentração nas idades economicamente ativas (20–49 anos). Observou-se maior frequência entre solteiros (9.016) e número relevante entre separados judicialmente (1.330), sugerindo vulnerabilidades associadas à integração social insuficiente e a processos de desregulação, especialmente em transições conjugais. Conclui-se que os dados reforçam a utilidade do arcabouço durkheimiano para compreender regularidades coletivas do suicídio, indicando que estratégias de prevenção devem combinar cuidado clínico com ações coletivas de fortalecimento de vínculos e de regulação social mais justa.
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Referências
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