ARTRITE REUMATÓIDE: REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE COMPLICAÇÕES, PROGNÓSTICO E TRATAMENTO

Autores/as

  • Romeu Gavassi Autor
  • Camila Nunes Carvalho Autor
  • Carolina Bezerra de Menezes Bogalho Autor
  • Thiago Yuzo Hazuna Autor
  • Richardson Henrique Pereira Autor
  • Laura Praxedes Firmino Autor
  • Fernanda Carolina Cunha Autor
  • Matheus Henrique Ferreira de Campos Autor
  • Ana Gabriela Gomes Pires Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.024-037

Palabras clave:

Artrite Reumatoide, Complicações, Prognóstico, Tratamento, Anti-CCP, Fator Reumatoide, Doença Autoimune

Resumen

A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune crônica que afeta principalmente as articulações, mas pode causar impacto sistêmico significativo em diversos órgãos e sistemas do corpo. As complicações associadas à AR são amplas e se dividem em articulares e extraarticulares. No que diz respeito às complicações articulares, há destruição progressiva da cartilagem, do osso e ligamentos, o que leva a deformidades, instabilidade e perda de função, com maior incidência nas mãos, pés e articulações maiores como joelhos e quadris. Já as complicações extraarticulares representam um risco adicional relevante para os pacientes: há aumento da probabilidade de eventos cardiovasculares, doenças pulmonares como fibrose pulmonar, além de vasculite, síndrome de Sjögren, infecções frequentes e maior predisposição ao desenvolvimento de tumores. Outros órgãos também podem ser afetados, incluindo olhos e sistema nervoso, ampliando o impacto da doença na saúde geral. O prognóstico da AR é variável e depende de diversos fatores clínicos e laboratoriais. A presença de anticorpos anti-peptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP) e fator reumatoide (FR) está diretamente associada a uma forma mais agressiva da doença e, consequentemente, a um pior prognóstico. No entanto, nos últimos anos, o diagnóstico precoce e a implementação de tratamento adequado têm contribuído significativamente para melhorar os desfechos, reduzindo a progressão do dano articular, a incapacidade e aumentando a expectativa de vida dos pacientes. Por outro lado, fatores modificáveis como tabagismo, obesidade e baixa adesão ao tratamento podem comprometer o prognóstico e acelerar a evolução da doença. O manejo da AR é multidisciplinar e associa abordagens farmacológicas e não farmacológicas. Os medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e glicocorticoides são utilizados para alívio sintomático de dor e inflamação. Os medicamentos modificadores do curso da doença (MMCDs) sintéticos como metotrexato, leflunomida, sulfassalazina e hidroxicloroquina, constituem a primeira linha terapêutica, visando controlar a ação da doença e prevenir danos irreversíveis nas articulações. Para pacientes irresponsivos a esses medicamentos, estão disponíveis os MMCDs biológicos (como os inibidores de TNF e IL-6) e os MMCDs sintéticos alvo específico (inibidores de JAK), que atuam em diferentes vias inflamatórias para controlar a doença. Na abordagem não farmacológica, destacam-se a atividade física regular para melhorar flexibilidade, força e função articular, fisioterapia individualizada, uso de órteses para proteção articular, ajudas técnicas para aumentar a independência nas atividades diárias, além da importância de manter um equilíbrio entre repouso e atividade, com cuidados com a qualidade do sono.

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Publicado

2026-01-09

Cómo citar

ARTRITE REUMATÓIDE: REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE COMPLICAÇÕES, PROGNÓSTICO E TRATAMENTO. (2026). Aurum Editora, 356-373. https://doi.org/10.63330/aurumpub.024-037

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