VIOLÊNCIAS SILENCIOSAS NO COTIDIANO ESCOLAR E A CONSTRUÇÃO DE UMA CULTURA DE CONVIVÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.067-081Palabras clave:
Cultura de convivência, Convivência escolar, Violência escolar, Violência silenciosa, Violência simbólicaResumen
As manifestações de violência presentes no cotidiano escolar nem sempre assumem formas explícitas ou imediatamente reconhecíveis. Humilhações, constrangimentos, exclusões, apelidos depreciativos, discriminações, silenciamentos, indiferença diante do sofrimento e outras práticas naturalizadas nas relações podem produzir impactos significativos na experiência escolar de crianças e adolescentes, ainda que permaneçam invisíveis aos registros institucionais. Este capítulo objetiva analisar as violências silenciosas que atravessam o cotidiano escolar e discutir possibilidades pedagógicas e institucionais para a construção de uma cultura de convivência fundamentada no respeito, na escuta, no diálogo, no pertencimento e na corresponsabilidade. Metodologicamente, desenvolve-se uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, sustentada por produções acadêmicas sobre violência escolar, violência simbólica, sofrimento subjetivo, clima e convivência escolar, além de documentos relacionados à prevenção e ao enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes. A discussão evidencia que reconhecer a violência exige ultrapassar a centralidade atribuída às agressões físicas e aos episódios de maior visibilidade, considerando também processos relacionais e institucionais que naturalizam desigualdades, legitimam humilhações e dificultam a expressão do sofrimento. Argumenta-se que a construção de ambientes escolares protetivos depende de ações contínuas que articulem escuta, participação estudantil, formação dos profissionais, mediação dos conflitos e fortalecimento dos vínculos. Conclui-se que educar para a convivência constitui dimensão indissociável do direito à educação e requer práticas intencionais capazes de transformar relações cotidianas e interromper processos de silenciamento e naturalização da violência.
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Referencias
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