FATORES ASSOCIADOS AO DELIRIUM EM PACIENTES CRÍTICOS INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-020Palabras clave:
Cuidados intensivos, Delirium, Fatores de risco, Paciente crítico, Unidade de Terapia IntensivaResumen
O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda caracterizada por alterações da atenção, consciência e cognição, apresentando elevada frequência entre pacientes críticos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Sua ocorrência está associada ao aumento da morbimortalidade, prolongamento da permanência hospitalar, maior necessidade de ventilação mecânica e possíveis prejuízos cognitivos após a alta. Este estudo teve como objetivo analisar os principais fatores associados ao desenvolvimento de delirium em pacientes críticos internados em UTI, destacando condições clínicas, terapêuticas e ambientais que podem contribuir para seu aparecimento. Entre os fatores relacionados, destacam-se idade avançada, gravidade da doença, presença de infecções, alterações metabólicas, insuficiência orgânica, distúrbios hidroeletrolíticos, privação do sono e imobilidade. Além disso, o uso de determinados medicamentos, especialmente sedativos e analgésicos, pode estar associado ao desenvolvimento da síndrome, particularmente quando utilizados em doses elevadas ou por períodos prolongados. A ventilação mecânica, a permanência prolongada na UTI e a exposição contínua a estímulos ambientais, como ruídos, luminosidade excessiva e interrupções frequentes do sono, também são apontadas como condições relacionadas ao delirium. A identificação precoce dos fatores de risco é fundamental para a implementação de estratégias preventivas e para o manejo adequado dos pacientes. Nesse contexto, recomenda-se a avaliação sistemática do estado neurológico, a redução de sedação quando clinicamente possível, a promoção do sono, a mobilização precoce, a manutenção da orientação temporal e espacial e a participação dos familiares nos cuidados. A abordagem deve ser multidisciplinar, envolvendo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais da equipe de saúde. Conclui-se que o delirium em pacientes críticos apresenta origem multifatorial, resultando da interação entre características individuais, condições clínicas, intervenções terapêuticas e fatores ambientais. Dessa forma, o reconhecimento dos fatores associados permite direcionar medidas preventivas e terapêuticas, contribuindo para a segurança do paciente, redução de complicações e melhoria dos desfechos clínicos durante e após a internação em UTI.
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