COBERTURA VACINAL NO BRASIL: DESAFIOS ATUAIS E ESTRATÉGIAS PARA RECUPERAÇÃO DAS TAXAS DE IMUNIZAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-052Palabras clave:
Cobertura vacinal, Hesitação vacinal, Imunização, Programa Nacional de Imunizações, Saúde públicaResumen
A vacinação constitui uma das principais estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde pública, sendo responsável pela redução da morbimortalidade e pelo controle ou eliminação de diversas doenças imunopreveníveis. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) consolidou-se como uma importante política pública ao ampliar o acesso gratuito às vacinas e estabelecer estratégias de imunização em todo o território nacional. Entretanto, nos últimos anos, a redução das coberturas vacinais e a heterogeneidade dos índices entre regiões, municípios e grupos populacionais têm despertado preocupação, sobretudo diante do risco de reintrodução e disseminação de doenças anteriormente controladas. Nesse contexto, este capítulo tem como objetivo analisar os principais fatores associados à queda da cobertura vacinal no Brasil e discutir estratégias capazes de contribuir para a recuperação e manutenção de índices adequados de imunização. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em publicações científicas e documentos oficiais relacionados à vacinação e às políticas de imunização no país. Entre os principais desafios identificados destacam-se a hesitação vacinal, a circulação de desinformação, as desigualdades socioeconômicas e territoriais, as dificuldades de acesso aos serviços de saúde, a incompatibilidade entre os horários de funcionamento das unidades e a rotina da população, além de fragilidades relacionadas ao acompanhamento dos esquemas vacinais. A recuperação das coberturas exige, portanto, ações articuladas que envolvam o fortalecimento da atenção primária à saúde, a busca ativa de pessoas com vacinação atrasada, a ampliação das oportunidades de vacinação, o aprimoramento dos sistemas de informação e o desenvolvimento de estratégias de comunicação baseadas em evidências. Destaca-se, ainda, a importância da atuação integrada entre profissionais de saúde, escolas, famílias, gestores públicos e comunidade para o fortalecimento da confiança nas vacinas. Conclui-se que a retomada de coberturas vacinais elevadas e homogêneas depende não apenas da disponibilidade dos imunizantes, mas também do enfrentamento das barreiras sociais, territoriais, informacionais e organizacionais que interferem na adesão à vacinação, contribuindo para a proteção individual e coletiva e para a sustentabilidade das políticas públicas de imunização no Brasil.
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Referencias
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