CORPOS EDITADOS, IDENTIDADES EM CONSTRUÇÃO: PADRÕES DE BELEZA NO INSTAGRAM E IMPACTOS NA ADOLESCÊNCIA FEMININA SOB A PERSPECTIVA DA CONSUMER CULTURE THEORY
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.063-006Palabras clave:
Consumer Culture Theory, Instagram, Padrões de Beleza, Autoimagem, AdolescentesResumen
O avanço das redes sociais digitais intensificou a circulação de imagens idealizadas e consolidou novos padrões de beleza, especialmente no Instagram, plataforma marcada pela centralidade da estética e da visibilidade. Nesse contexto, adolescentes do sexo feminino tornam-se mais suscetíveis aos impactos dessas representações, por estarem em um período de construção identitária e formação da autoimagem. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo analisar como adolescentes residentes em Brasília de Minas – MG interpretam os padrões de beleza disseminados no Instagram e quais os impactos dessas representações na percepção corporal e nos processos de construção identitária. A pesquisa possui abordagem qualitativa, de natureza exploratória, fundamentada no paradigma interpretativista e ancorada na Consumer Culture Theory (CCT), perspectiva que compreende o consumo como prática simbólica e cultural. Como procedimentos metodológicos, realizaram-se entrevistas semiestruturadas com doze adolescentes do sexo feminino e análise de conteúdo de postagens de influenciadoras digitais no Instagram. Os resultados evidenciaram que as participantes reconhecem a existência de padrões estéticos dominantes associados à magreza, pele sem imperfeições e aparência considerada “perfeita”. Observou-se também a presença de processos constantes de comparação social, associados à geração de insegurança, ansiedade e insatisfação corporal. Além disso, verificou-se que influenciadoras digitais atuam como importantes mediadoras culturais, legitimando padrões de beleza e influenciando práticas de consumo, reconhecimento social e formas de apresentação do eu no ambiente digital. Conclui-se que o Instagram exerce papel significativo na construção da autoimagem e da identidade de adolescentes, reforçando a necessidade de ampliar debates sobre cultura digital, saúde emocional, consumo simbólico e uso crítico das redes sociais.
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