HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA: ANCESTRALIDADE, RESISTÊNCIA, CULTURA E EDUCAÇÃO NAS TRAMAS DO PASSADO E PRESENTE
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.018-038Palavras-chave:
História Afro-Brasileira, Educação, Cultura Negra, Racismo, ResistênciaResumo
O presente artigo aborda a História Afro-Brasileira a partir de uma perspectiva ampla, crítica e interseccional, compreendendo a centralidade da ancestralidade africana, da resistência política e cultural e da valorização da identidade negra na construção da nação brasileira. Considerando o apagamento histórico como produto da colonização e do racismo estrutural, o texto destaca as contribuições dos africanos e seus descendentes no campo social, religioso, linguístico, artístico e político. A trajetória dos quilombos, as rebeliões negras, a formação de redes culturais e os movimentos de luta por direitos são tratados como marcos fundamentais da resistência afro-brasileira. Além disso, discute-se a importância da Lei 10.639/2003, a necessidade de uma educação antirracista e o papel da escola na desconstrução de estigmas. A pesquisa baseia-se em autores como Sueli Carneiro, Kabengele Munanga, Nilma Lino Gomes e Achille Mbembe, valorizando as epistemologias negras como caminho para a construção de um ensino de História plural, crítico, inclusivo e socialmente comprometido.
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