TIRZEPATIDA E DISTÚRBIOS DO TRÂNSITO INTESTINAL: FATORES FISIOPATOLÓGICOS, FORMAÇÃO DE FECALITOS E DESEQUILÍBRIOS HIDROELETROLÍTICOS ASSOCIADOS À DIARREIA

Autores

  • Adalberto Damião Alves de Oliveira Junior Autor
  • Darlene Moraes Martins Autor
  • Weslley Ferreira Franco Autor
  • André Felipe Contreras Autor
  • Fernanda Tâmy Alves Iseri Costa Autor
  • Walter Rocha Passos Nieto Autor
  • Francisco Pinto de Morais Neto Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-078

Palavras-chave:

Constipação intestinal, Desidratação, Diarreia, Distúrbios hidroeletrolíticos, Fecalito, Impactação fecal, Motilidade gastrointestinal, Tirzepatida

Resumo

Introdução: A tirzepatida é um agonista dual dos receptores do polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP) e do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1), utilizado no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e, conforme a indicação aprovada, no manejo da obesidade. Apesar de seus benefícios metabólicos, o medicamento está associado a efeitos adversos gastrointestinais, especialmente náuseas, diarreia, vômitos e constipação. Essas manifestações podem comprometer a regularidade do trânsito intestinal e, em situações específicas, contribuir para complicações clínicas relevantes. Objetivo: Analisar os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nos distúrbios do trânsito intestinal associados à tirzepatida, com ênfase na constipação, na formação de fecalitos, na possibilidade de diarreia paradoxal e nos desequilíbrios hidroeletrolíticos decorrentes de perdas gastrointestinais. Metodologia: Revisão narrativa da literatura, fundamentada em informações regulatórias, estudos clínicos e publicações científicas relacionadas à farmacologia da tirzepatida, aos efeitos gastrointestinais dos agonistas dos receptores de GLP-1 e à fisiopatologia da impactação fecal e da diarreia. Discussão: A ação incretínica da tirzepatida modifica a fisiologia gastrointestinal, principalmente por retardar o esvaziamento gástrico e influenciar mecanismos neuro-hormonais relacionados à motilidade digestiva. Embora a diarreia e a constipação sejam eventos adversos reconhecidos, a formação de fecalitos não deve ser considerada uma consequência inevitável ou diretamente comprovada do medicamento. Entretanto, a constipação importante pode favorecer a retenção e o endurecimento das fezes, culminando em impactação fecal. Nessa circunstância, pode ocorrer diarreia paradoxal, caracterizada pela passagem de conteúdo líquido ao redor da massa fecal retida. A diarreia persistente e os vômitos, por sua vez, podem provocar desidratação, alterações do potássio e do bicarbonato e comprometimento da função renal. Conclusão: O reconhecimento precoce das alterações do trânsito intestinal durante o tratamento com tirzepatida é essencial para prevenir complicações. A avaliação clínica deve considerar tanto a diarreia primária relacionada ao medicamento quanto a possibilidade de constipação grave com impactação fecal, especialmente diante de dor abdominal, distensão, redução da eliminação de fezes ou sinais de desidratação.

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Referências

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Publicado

2026-11-05

Edição

Seção

Capítulos

Como Citar

de Oliveira Junior, A. D. A., Martins, D. M., Franco, W. F., Contreras, A. F., Costa, F. T. A. I., Passos Nieto, W. R., & de Morais Neto, F. P. (2026). TIRZEPATIDA E DISTÚRBIOS DO TRÂNSITO INTESTINAL: FATORES FISIOPATOLÓGICOS, FORMAÇÃO DE FECALITOS E DESEQUILÍBRIOS HIDROELETROLÍTICOS ASSOCIADOS À DIARREIA. Aurum Editora (e-Books), 1015-1022. https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-078

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