DIAGNÓSTICO TARDIO DO HIV NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: FATORES ASSOCIADOS, OPORTUNIDADES PERDIDAS E DESAFIOS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE

Autores

  • Kaiki Pereira da Silva Caetano Autor
  • Andréia Coelho Alves Mancini Autor
  • Maria Cleia Pereira Fiuza Autor
  • Marcos Paulo Pereira Alves Autor
  • Igor Gomes de Melo Araújo Autor
  • Daniel Borges Barbosa Santos Autor
  • Vinícius Soares Mitouso Autor
  • Daniele Mendonça de Sousa Autor
  • Ricardo Burato Dias Autor
  • Alessandra Cristiane Alves do Nascimento Autor
  • Noedi Leoni de Freitas Autor
  • Wagner Rafael da Silva Autor
  • Priscila Fernandes Martins Autor
  • Vinicius de Lima Lovadini Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-017

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Diagnóstico Precoce, HIV, Sistema Único de Saúde, Testagem

Resumo

O diagnóstico tardio da infecção pelo HIV permanece como desafio relevante para a saúde pública, mesmo diante da ampla disponibilidade de testes rápidos, terapia antirretroviral e estratégias de prevenção combinada no Sistema Único de Saúde. Este capítulo objetiva analisar os fatores associados ao diagnóstico tardio do HIV, as oportunidades perdidas para sua detecção nos serviços e o papel da Atenção Primária à Saúde na ampliação do diagnóstico precoce. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, fundamentada em documentos oficiais do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e UNAIDS, além de estudos nacionais e internacionais sobre testagem, diagnóstico tardio, vulnerabilidades e organização da assistência. As evidências indicam que o atraso diagnóstico resulta da interação entre baixa percepção de risco, estigma, desigualdades sociais e territoriais, barreiras de acesso, oferta insuficiente de testagem e falhas no reconhecimento de condições clínicas indicadoras. Observa-se ainda que parte das pessoas diagnosticadas em estágios avançados havia mantido contatos prévios com serviços de saúde sem que a possibilidade de infecção fosse investigada, caracterizando oportunidades perdidas. A Atenção Primária apresenta potencial estratégico para modificar esse percurso por meio da longitudinalidade, do vínculo, da testagem oportuna, da prevenção combinada e da coordenação do cuidado. Conclui-se que a redução do diagnóstico tardio exige normalização da testagem, qualificação das equipes, enfrentamento do estigma e integração efetiva entre Atenção Primária, vigilância e serviços especializados.

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Referências

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Publicado

2026-09-16

Edição

Seção

Capítulos

Como Citar

Caetano, K. P. da S., Mancini, A. C. A., Fiuza, M. C. P., Alves, M. P. P., Araújo, I. G. de M., Santos, D. B. B., Mitouso, V. S., de Sousa, D. M., Dias, R. B., do Nascimento, A. C. A., de Freitas, N. L., da Silva, W. R., Martins, P. F., & Lovadini, V. de L. (2026). DIAGNÓSTICO TARDIO DO HIV NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: FATORES ASSOCIADOS, OPORTUNIDADES PERDIDAS E DESAFIOS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE. Aurum Editora (e-Books), 214-225. https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-017

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