INCLUSÃO, ACESSIBILIDADE E DIVISÃO DIGITAL NA EDUCAÇÃO COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.067-039Palavras-chave:
Acessibilidade, Divisão digital, Educação inclusiva, Equidade, Inteligência ArtificialResumo
A expansão da Inteligência Artificial nos contextos educacionais tem ampliado as possibilidades de desenvolvimento de recursos voltados à acessibilidade, à personalização e à redução de determinadas barreiras enfrentadas por estudantes com diferentes necessidades. Ferramentas de conversão de texto em fala, geração de legendas, descrição de imagens, adaptação de conteúdos, assistentes virtuais, interfaces acessíveis e produção multimodal exemplificam usos capazes de favorecer maior participação nos processos educativos. Entretanto, essas possibilidades coexistem com desigualdades de acesso à infraestrutura, limitações na formação docente, barreiras de acessibilidade digital, riscos de viés algorítmico e diferentes condições de participação na cultura digital. Este capítulo tem como objetivo analisar as possibilidades e as contradições relacionadas ao uso da Inteligência Artificial na promoção da inclusão e da acessibilidade educacional, considerando especialmente os efeitos da divisão digital sobre a efetivação dessas possibilidades. Trata-se de um estudo qualitativo, bibliográfico e exploratório, fundamentado em artigos científicos, dissertações, livros e documentos relacionados à educação inclusiva, acessibilidade, tecnologias digitais e Inteligência Artificial. A análise indica que a IA pode ampliar recursos e formas de participação, mas sua capacidade inclusiva depende de condições materiais, pedagógicas, formativas e éticas. Conclui-se que inovação tecnológica e inclusão não podem ser tomadas como equivalentes, uma vez que tecnologias potencialmente acessíveis podem reproduzir desigualdades quando implementadas sem infraestrutura adequada, formação docente, participação das pessoas com deficiência e compromisso institucional com a equidade.
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