EDUCAR TAMBÉM É CUIDAR: SAÚDE MENTAL E COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS NA ESCOLA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.057-021Palavras-chave:
Cuidado, Competências socioemocionais, Escola, Formação humana, Saúde mentalResumo
A saúde mental de crianças e adolescentes constitui uma questão cada vez mais presente no cotidiano escolar, manifestando-se nas relações, nos processos de aprendizagem, na convivência e nas formas de participação dos estudantes. Nesse contexto, a escola pode desempenhar um papel relevante na promoção do bem-estar, no fortalecimento de vínculos e no desenvolvimento de competências socioemocionais, sem assumir funções clínicas que ultrapassem suas responsabilidades educacionais. Este capítulo tem como objetivo analisar as contribuições e os limites das práticas escolares voltadas à promoção da saúde mental e ao desenvolvimento de competências socioemocionais, considerando o acolhimento, a prevenção, as relações pedagógicas e a necessária articulação entre Educação, Saúde, família e rede de proteção. Metodologicamente, desenvolve-se uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter analítico-interpretativo, fundamentada em autores dos campos da Educação, da Psicologia e da Saúde Coletiva, bem como em três produções acadêmicas selecionadas: Oliveira et al. (2024), Brantes e Gondim (2025) e Aguiar (2025). A análise parte da compreensão de que consciência emocional, autorregulação, empatia, comunicação e resolução de conflitos podem contribuir para a aprendizagem e para a convivência escolar. Entretanto, alerta-se que essas competências não devem ser utilizadas para responsabilizar individualmente os estudantes por sofrimentos produzidos por desigualdades, violências ou condições institucionais adversas. Conclui-se que educar também é cuidar quando a escola constrói ambientes de pertencimento, diálogo e proteção, reconhece os limites da atuação docente e estabelece redes intersetoriais capazes de oferecer atenção adequada às necessidades dos estudantes.
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