ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL: NOVOS TEMPOS, NOVOS ESPAÇOS E NOVAS POSSIBILIDADES DE APRENDIZAGEM
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.067-010Palavras-chave:
Educação integral, Escola em tempo integral, Formação humana, Jornada escolar, Práticas pedagógicasResumo
A ampliação da jornada escolar ocupa um lugar relevante nas políticas educacionais brasileiras, especialmente diante da necessidade de promover equidade, diversificar as experiências formativas e assegurar condições mais amplas de aprendizagem. Entretanto, a permanência prolongada dos estudantes na instituição não garante, isoladamente, uma educação integral, uma vez que esta pressupõe mudanças na organização curricular, nos espaços educativos, nas relações pedagógicas e nas formas de participação dos sujeitos. Este capítulo tem como objetivo analisar as possibilidades e os desafios da Escola em Tempo Integral, considerando a reorganização dos tempos, dos espaços e das práticas educativas, bem como as experiências dos estudantes e as desigualdades presentes na implementação dessas políticas. Metodologicamente, desenvolve-se uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter analítico-interpretativo, fundamentada em autores que discutem a educação integral e em três produções acadêmicas selecionadas: Santos (2024), Lopes (2024) e Girotto, Jorge e Oliveira (2022). A análise evidencia que o tempo ampliado pode favorecer a integração curricular, a convivência, o acompanhamento das aprendizagens e o acesso à cultura, à ciência, ao esporte e às tecnologias. Por outro lado, revela desafios relacionados à infraestrutura, à formação e valorização docente, à escuta dos estudantes e à distribuição desigual das condições de oferta. Conclui-se que a Escola em Tempo Integral somente assume uma perspectiva formativa integral quando o aumento da jornada é acompanhado por intencionalidade pedagógica, participação coletiva e compromisso com a equidade educacional.
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