SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA SAÚDE: O PAPEL DO ASSÉDIO MORAL, LIDERANÇA TÓXICA E AMBIENTES HOSTIS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.036-008Palavras-chave:
Ambientes hostis, Assédio moral, Burnout, Liderança tóxica, Profissionais da saúdeResumo
A Síndrome de Burnout configura-se como um relevante problema de saúde ocupacional entre profissionais da área da saúde, sendo fortemente influenciada por fatores psicossociais presentes no ambiente de trabalho. Este capítulo tem como objetivo analisar o papel do assédio moral, da liderança tóxica e de ambientes organizacionais hostis no desenvolvimento e agravamento do Burnout em profissionais da saúde. A metodologia adotada consiste em uma revisão narrativa da literatura internacional, com base em estudos publicados em bases científicas reconhecidas, como PubMed, Scopus e Web of Science, priorizando pesquisas empíricas e revisões sistemáticas. Os resultados indicam que práticas recorrentes de assédio moral, estilos de liderança autoritários ou negligentes e climas organizacionais marcados por conflitos, sobrecarga de trabalho e ausência de suporte institucional estão diretamente associados ao aumento da exaustão emocional, da despersonalização e da redução da realização profissional. Observou-se ainda impacto negativo na qualidade da assistência prestada, no bem-estar psicológico e na permanência desses profissionais nos serviços de saúde. Conclui-se que o enfrentamento do Burnout exige intervenções organizacionais estruturais, incluindo políticas institucionais de prevenção ao assédio, promoção de lideranças éticas e fortalecimento de ambientes de trabalho saudáveis, visando à proteção da saúde mental dos profissionais e à sustentabilidade dos sistemas de saúde.
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