INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E AUTOMEDICAÇÃO: RISCOS DO USO INDISCRIMINADO DE MEDICAMENTOS SEM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

Autores/as

  • Daniela Viana Maciel Autor
  • Bianca Correia dos Santos Autor
  • Eduardo Caldas Ribeiro Autor
  • Fernando Ramos Martins Pombeiro Autor
  • Larissa de Souza Araújo Autor
  • Larissa dos Reis Oliveira Autor
  • Matheus Sales Damásio de França Autor
  • Thais Maria dos Santos Autor
  • Andrea Gonçalves de Almeida Autor
  • Melissa Cardoso Deuner Autor
  • Gregório Otto Bento de Oliveira Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/armv1n9-013

Palabras clave:

Reações adversas, Segurança do paciente, Saúde pública, Polimedicação

Resumen

O presente estudo se propõe a analisar, através de uma rigorosa revisão da literatura científica, os perigos inerentes à prática da automedicação, com ênfase nas potenciais e perigosas interações medicamentosas. Essa abordagem é crucial, visto que a automedicação se consolidou como um grave problema de saúde pública, impulsionado pela facilidade de acesso a medicamentos, a busca por alívio imediato dos sintomas e, muitas vezes, pela influência de informações não verificadas. A metodologia empregada consistiu na análise aprofundada de artigos científicos, revisões sistemáticas e estudos epidemiológicos que abordam as consequências do uso irracional de fármacos sem a devida orientação de um profissional de saúde qualificado. Os principais achados demonstram um cenário alarmante: a automedicação não apenas eleva o risco de reações adversas e intoxicações, mas também compromete significativamente a eficácia terapêutica dos tratamentos. A ingestão simultânea ou sequencial de diferentes medicamentos, sem o conhecimento das interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas, pode resultar em efeitos tóxicos, anular a ação esperada do tratamento ou mascarar o diagnóstico de doenças subjacentes. Adicionalmente, um impacto de extrema relevância para a saúde pública é o aumento da resistência antimicrobiana, frequentemente associada ao uso inadequado e indiscriminado de antibióticos sem prescrição. Essa prática irresponsável contribui diretamente para a emergência das chamadas "superbactérias", limitando as opções de tratamento para infecções futuras e elevando a morbidade e mortalidade global. Em conclusão, a minimização desses riscos complexos e multifacetados é imperativa. Faz-se essencial o investimento em políticas públicas robustas que promovam a educação continuada da população sobre o uso racional de medicamentos, destacando o papel fundamental do farmacêutico no aconselhamento e na atenção farmacêutica. A orientação profissional e o fortalecimento do acesso a consultas médicas são pilares essenciais para garantir o uso seguro e eficaz dos fármacos, protegendo a saúde individual e coletiva contra os perigos silenciosos da automedicação.

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Publicado

2025-11-14

Cómo citar

Maciel, D. V., dos Santos, B. C., Ribeiro, E. C., Pombeiro, F. R. M., Araújo, L. de S., Oliveira, L. dos R., de França, M. S. D., dos Santos, T. M., de Almeida, A. G., Deuner, M. C., & de Oliveira, G. O. B. (2025). INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E AUTOMEDICAÇÃO: RISCOS DO USO INDISCRIMINADO DE MEDICAMENTOS SEM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL. Aurum Revista Multidisciplinar, 1(9), 144-152. https://doi.org/10.63330/armv1n9-013

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