ABUSO VOCAL EM PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE TONANTINS - AM: IMPACTOS E FATORES ASSOCIADOS
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n5-022Palabras clave:
Abuso vocal, Professores, Saúde vocal, Disturbios vocais, FonoaudiologiaResumen
O uso da voz é essencial para o exercício da docência, sendo considerado o principal instrumento de trabalho dos professores. No entanto, condições desfavoráveis no ambiente escolar, como ruído excessivo, elevada demanda vocal e necessidade frequente de elevação do tom de voz, podem contribuir para o abuso vocal e o desenvolvimento de distúrbios vocais. Objetivo: Analisar o abuso vocal em professores da rede pública do município de Tonantins (AM), identificando fatores associados e possíveis impactos na saúde vocal. Metodologia: Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, de caráter descritivo, realizado por meio da aplicação de um questionário online via Google Forms, com participação voluntária e anônima de 46 professores. O instrumento contemplou questões sociodemográficas e aspectos relacionados ao uso da voz no ambiente de trabalho, sendo os dados analisados por meio de estatística descritiva simples. Resultados: Observou-se predominância do sexo feminino (57,8%) e faixa etária entre 28 e 70 anos, com maior concentração entre 38 e 47 anos (37,8%). A maioria dos participantes (77,8%) possui mais de 10 anos de atuação profissional e 51,1% trabalham entre 21 e 40 horas semanais. Quanto ao nível de ensino, verificou-se maior atuação no Ensino Fundamental II (51,1%), seguido do Ensino Médio (42,2%) e Ensino Fundamental I (33,3%), sendo que parte dos docentes atua em mais de um nível de ensino. Todos os participantes (100%) consideraram a voz como principal instrumento de trabalho, sendo que 44,4% relataram elevar a voz frequentemente em sala de aula, enquanto a maioria indicou presença de ruído no ambiente escolar. Conclusão: Os professores estão expostos a condições que favorecem o uso intensivo e, por vezes, inadequado da voz, podendo impactar negativamente a saúde vocal, evidenciando a necessidade de ações preventivas, orientação quanto ao uso adequado da voz e melhorias nas condições de trabalho.
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