HISTÓRIA ORAL COMO MEIO DE ESCUTA CONVERSACIONAL E SENSÍVEL COM ADOLESCENTES VENDEDORES AMBULANTES DE BOLINHOS: O CASO DA AUTARQUIA DE QUELIMANE, PROVÍNCIA DA ZAMBÉZIA

Autores

  • João Baptista Francisco Autor
  • José Gopa Agostinho Muchacuar Autor
  • Bruno Domingos Mendiate Autor
  • Lourindo Verde Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/armv2n9-014

Palavras-chave:

Adolescentes, Escuta Sensível-Conversacional, História Oral, Quelimane, Trabalho Infantil

Resumo

O artigo analisa a história oral como escuta sensível junto a adolescentes vendedores de bolinhos em Quelimane, destacando a persistência do trabalho infantil apesar das leis que preveem sua erradicação; justifica-se pela escassez de estudos que utilizem essa metodologia e pela ausência de políticas públicas efetivas; busca compreender experiências e subjetividades, identificar condições de vida e trabalho, analisar sonhos e perspectivas e revelar dimensões ocultas da realidade social; adota entrevistas abertas e respeitosas, valorizando a dimensão subjetiva em contraste com abordagens quantitativas; os resultados mostram que muitos adolescentes, órfãos, assumem precocemente papéis de chefes de família, alguns mantendo sonhos e outros os abandonando diante da vulnerabilidade; parte significativa da venda ocorre em instituições públicas e judiciais, questionando seu valor institucional; conclui-se que a história oral é ferramenta potente para dar visibilidade às vozes silenciadas e denunciar a insuficiência das políticas de combate ao trabalho infantil.

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Publicado

2026-10-05

Como Citar

Francisco, J. B., Muchacuar, J. G. A., Mendiate, B. D., & Verde, L. (2026). HISTÓRIA ORAL COMO MEIO DE ESCUTA CONVERSACIONAL E SENSÍVEL COM ADOLESCENTES VENDEDORES AMBULANTES DE BOLINHOS: O CASO DA AUTARQUIA DE QUELIMANE, PROVÍNCIA DA ZAMBÉZIA. Aurum Revista Multidisciplinar, 2(9), e262377. https://doi.org/10.63330/armv2n9-014