A VESTIMENTA CORPORATIVA E A ILUSÃO DA IMPARCIALIDADE: UMA CRÍTICA À EXIGÊNCIA DE DESPERSONALIZAÇÃO DO "SER SOCIAL" NO TRABALHO
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n8-017Palavras-chave:
Despolitização, Organização do Trabalho, Psicopolítica, Sofrimento Ético, SubjetividadeResumo
Este artigo analisa o imperativo corporativo da separação entre o "ser profissional" e o "ser social", tomando o código de vestimenta e o mito da imparcialidade como dispositivos biopolíticos e psicopolíticos de regulação da subjetividade. A partir da articulação teórica entre Foucault, Byung-Chul Han, Sennett, Safatle e Dejours, investiga-se como a exigência de anulação das contingências cotidianas e dos marcadores sociais é operacionalizada enquanto tecnologia disciplinar de controle e despolitização do ambiente laboral. Sustenta-se que a pretensa neutralidade profissional constitui uma impossibilidade ontológica que mascara assimetrias de poder, induz ao sofrimento ético-político e promove a autoexploração sob a lógica do capitalismo flexível. Conclui-se que a superação da cisão subjetiva é pressuposto fundamental para a emancipação do trabalhador e para a edificação de uma práxis ética e integrada no trabalho.
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Referências
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