DO ARQUIVO DA FAMÍLIA AO ARQUIVO DA HISTÓRIA: O SALVO-CONDUTO DE IGÍNIA VIVI E O CONTROLE DE ESTRANGEIROS NO ESTADO NOVO

Autores

  • Valter Ap. Barcala Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.063-034

Palavras-chave:

Arquivos familiares, Controle de estrangeiros, Estado Novo, Imigração italiana, Salvo-conduto

Resumo

A pesquisa analisa o salvo-conduto n.º 106.804, expedido em 1943 em nome de Igínia Vivi, imigrante italiana residente no município de Pompeia, São Paulo, durante a Segunda Guerra Mundial. Trata-se de uma pesquisa documental de caráter histórico, que toma o salvo-conduto, preservado no arquivo da família Barcala, como fonte principal para examinar as formas de controle da circulação de estrangeiros durante o Estado Novo. O estudo tem como objetivo compreender como as medidas de vigilância e fiscalização instituídas pelo governo brasileiro alcançavam a vida cotidiana de imigrantes residentes no interior paulista. A análise articula o documento com a legislação do período, a bibliografia especializada e outros registros preservados pela família, permitindo reconstituir os deslocamentos de Igínia Vivi entre Pompeia e Adamantina em 1943. Os resultados indicam que a circulação de estrangeiros estava submetida a procedimentos burocráticos que exigiam identificação, indicação do destino, justificativa da viagem e autorização policial. Conclui-se que o salvo-conduto constitui uma fonte relevante para compreender, em escala local, a materialização das políticas de vigilância e controle implementadas pelo Estado Novo.

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Referências

Fontes primárias

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Publicado

2026-08-21

Como Citar

Barcala, V. A. (2026). DO ARQUIVO DA FAMÍLIA AO ARQUIVO DA HISTÓRIA: O SALVO-CONDUTO DE IGÍNIA VIVI E O CONTROLE DE ESTRANGEIROS NO ESTADO NOVO. Aurum Editora (e-Books), 478-489. https://doi.org/10.63330/aurumpub.063-034