MANEJO FARMACOLOGICO DA HIPERTENSÃO: ESTRATÉGIAS DE ADAPTAÇÃO E EFEITOS COLATERAIS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.024-035Palabras clave:
Efeitos colaterais, Hipertensão arterial, Hipotensão, ResistênciaResumen
O manejo farmacológico da hipertensão arterial sistêmica tem como objetivo principal controlar a pressão arterial e reduzir o risco de complicações cardiovasculares, renais e cerebrais. O tratamento é completamente individualizado, com escolhas baseadas nas características do paciente, comorbidades, perfil de risco e resposta clínica. As estratégias de adaptação incluem a seleção de medicamentos de primeira linha, como inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona, bloqueadores de canais de cálcio e diuréticos tiazídicos e a possibilidade de associação de fármacos quando a monoterapia não é suficiente. Diretrizes nacionais e internacionais, como a 79 Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, orientam essa escolha, e estudos demonstram que o seguimento dessas recomendações melhora os desfechos no cuidado primário. A adaptação também considera fatores como idade, raça e condições associadas, com ferramentas como matrizes de recomendações sendo desenvolvidas para otimizar a prática clínica. Os efeitos colaterais são um aspecto relevante, variando conforme a classe terapêutica: diuréticos podem causar distúrbios eletrolíticos, inibidores da ECA estão ligados à tosse seca, bloqueadores de canais de cálcio podem levar a edema periférico, e beta- bloqueadores podem causar fadiga e bradicardia. A combinação racional de medicamentos pode minimizar esses eventos, reduzindo a necessidade de doses elevadas de cada fármaco. A adesão ao tratamento é um desafio crítico, impactada diretamente pela ocorrência de efeitos colaterais e pela complexidade do esquema terapêutico. Portanto, o sucesso do manejo depende do monitoramento contínuo, da educação do paciente e da colaboração entre profissionais de saúde e indivíduos, garantindo equilíbrio entre eficácia terapêutica e segurança.
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Referencias
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