DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: DESAFIOS PARA O DIAGNÓSTICO, MANEJO CLÍNICO E CONTINUIDADE DO CUIDADO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-016Palabras clave:
Atenção Primária à Saúde, Diagnóstico, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Doenças Crônicas, Sistema Único de SaúdeResumen
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica constitui importante problema de saúde pública, com elevada carga de morbimortalidade, incapacidade funcional e utilização de serviços de saúde. Este capítulo objetiva analisar o papel da Atenção Primária à Saúde no reconhecimento precoce, diagnóstico, manejo clínico e continuidade do cuidado às pessoas com DPOC, com ênfase nos desafios presentes no Sistema Único de Saúde. Trata-se de uma revisão narrativa, elaborada a partir de documentos técnico-científicos nacionais e internacionais e de literatura relacionada à epidemiologia, diagnóstico, tratamento e organização do cuidado. A análise evidencia que o subdiagnóstico permanece como obstáculo central, especialmente em razão da naturalização dos sintomas, da baixa disponibilidade de espirometria e da fragmentação entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde. O manejo adequado exige associação entre tratamento farmacológico e intervenções não farmacológicas, incluindo cessação do tabagismo, vacinação, atividade física, educação em saúde, avaliação da técnica inalatória e prevenção de exacerbações. Também se destaca a necessidade de abordagem das multimorbidades e de articulação entre Atenção Primária, atenção especializada, reabilitação e serviços de urgência. Conclui-se que a qualificação da assistência depende da ampliação da capacidade diagnóstica, educação permanente das equipes, adoção de protocolos atualizados e fortalecimento da coordenação do cuidado. Uma Atenção Primária resolutiva pode reduzir atrasos diagnósticos, complicações e hospitalizações evitáveis, contribuindo para maior integralidade e longitudinalidade na atenção às pessoas com DPOC.
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