"A BELA ADORMECIDA" E O ARQUÉTIPO DO DESPERTAR PSÍQUICO: MATURIDADE EMOCIONAL E DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.063-027Palabras clave:
A Bela Adormecida, Arquétipos, Individuação, Maturidade Emocional, Psicologia AnalíticaResumen
O conto de fadas A Bela Adormecida constitui uma das narrativas mais emblemáticas da tradição ocidental, apresentando uma rica simbologia relacionada ao desenvolvimento psicológico humano. Sob a perspectiva da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, a história pode ser compreendida como uma representação do processo de amadurecimento emocional e do despertar da consciência. O longo período de sono da protagonista simboliza uma fase de suspensão psíquica necessária à transformação interior, enquanto o despertar representa a passagem para um estágio mais elevado de desenvolvimento da personalidade. A partir das contribuições de Jung (2008), Bettelheim (1980), Corso e Corso (2006) e Von Franz (1992, 2005, 2010), este artigo analisa os significados simbólicos do sono, do despertar e dos arquétipos presentes na narrativa. Conclui-se que A Bela Adormecida expressa simbolicamente o processo de individuação e a transição para a maturidade emocional, revelando aspectos fundamentais do desenvolvimento humano.
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Referencias
BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.
CORSO, Diana Lichtenstein; CORSO, Mário. Fadas no divã: a psicanálise nas histórias infantis. Porto Alegre: Artmed, 2006.
FRANZ, Marie-Louise von. A individuação nos contos de fadas. São Paulo: Paulus, 2005.
JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
VON FRANZ, Marie-Louise. A sombra e o mal nos contos de fadas. São Paulo: Paulus, 1992.
VON FRANZ, Marie-Louise. O feminino nos contos de fadas. São Paulo: Paulus, 2010.
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