PRÁTICAS ANTIRRACISTAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.067-115Palavras-chave:
Educação antirracista, Educação Infantil, Extensão universitária, Literatura infantil, Relações étnico-raciaisResumo
O capítulo examina a contação de histórias com caixas de fantoches como estratégia de educação antirracista na Educação Infantil. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, desenvolvido em uma disciplina extensionista de um curso de licenciatura de uma universidade pública. O objetivo é analisar de que modo a articulação entre estudos sobre relações étnico-raciais e uma ação de extensão em uma instituição pública de Educação Infantil contribui para a efetivação das políticas de igualdade racial e para a formação docente. A metodologia combinou um percurso formativo sobre movimentos sociais, direitos humanos, Estado, legislação educacional antirracista e mediação literária com o planejamento coletivo de intervenções em turmas de crianças de dois a cinco anos, nas quais grupos de estudantes produziram caixas de fantoches e atividades a partir de obras de literatura infantil que valorizam personagens negras e referências africanas. A análise indica que a seleção intencional do acervo, a materialização das narrativas em recursos lúdicos e as atividades centradas no corpo, nos tons de pele e nos cabelos criaram condições pedagógicas para abordar pertencimento e diversidade com crianças pequenas. Para as pessoas em formação docente, o processo favoreceu a relação entre teoria e prática e a compreensão da escolha de livros como decisão política. Conclui-se que a extensão universitária, quando articulada ao estudo das políticas de igualdade racial, constitui espaço fértil para a formação docente antirracista, desde que assumida como ação contínua e partilhada com as instituições de Educação Infantil.
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