INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES E CONTRADIÇÕES DIANTE DA DIVISÃO DIGITAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.057-030Palavras-chave:
Acessibilidade, Divisão digital, Educação inclusiva, Equidade educacional, Inteligência ArtificialResumo
A incorporação da Inteligência Artificial aos processos educacionais tem ampliado as possibilidades de desenvolvimento de recursos voltados à acessibilidade, à personalização, à comunicação e à participação de estudantes com diferentes características e necessidades. Sistemas de tradução automática, legendagem, reconhecimento e síntese de voz, leitores de tela inteligentes, interfaces adaptativas e ferramentas baseadas em processamento de linguagem natural exemplificam aplicações que podem contribuir para reduzir barreiras educacionais. Entretanto, o potencial inclusivo dessas tecnologias convive com desigualdades relacionadas à infraestrutura, às competências digitais, às condições socioeconômicas, à representatividade dos dados e aos vieses linguísticos, culturais e algorítmicos. Este capítulo tem como objetivo analisar criticamente as possibilidades e as contradições da Inteligência Artificial na promoção da inclusão e da acessibilidade educacional, considerando a divisão digital para além da disponibilidade de equipamentos e conexão. Adota-se abordagem qualitativa, bibliográfica e exploratória, fundamentada em estudos nacionais e internacionais sobre educação inclusiva, Inteligência Artificial, tecnologias assistivas e desigualdade digital. A análise indica que a IA pode ampliar autonomia, acesso aos conteúdos e formas de participação, mas seus benefícios não são distribuídos automaticamente de maneira equitativa. Conclui-se que uma perspectiva inclusiva de IA exige infraestrutura acessível, formação docente, desenho participativo, diversidade linguística e cultural, transparência algorítmica e políticas capazes de assegurar que inovação tecnológica seja acompanhada por justiça educacional.
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