INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS EM CRIANÇAS: DESAFIOS DA PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E CUIDADO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.058-014Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Criança, Diagnóstico precoce, Infecções respiratórias agudas, PrevençãoResumo
As infecções respiratórias agudas (IRAs) representam uma das principais causas de morbimortalidade infantil em todo o mundo, especialmente entre crianças menores de cinco anos, constituindo um importante desafio para os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS). Este capítulo teve como objetivo discutir os principais desafios relacionados à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao cuidado integral das infecções respiratórias agudas na infância, enfatizando o papel estratégico da APS na redução de complicações e hospitalizações evitáveis. A metodologia adotada consistiu em uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em artigos científicos publicados nos últimos anos, além de documentos técnicos e diretrizes nacionais e internacionais referentes ao manejo clínico das IRAs pediátricas. Os resultados evidenciaram que fatores como cobertura vacinal insuficiente, exposição à poluição ambiental e ao tabagismo passivo, desigualdades socioeconômicas, desnutrição e dificuldades no acesso aos serviços de saúde contribuem para a elevada incidência dessas doenças. Observou-se ainda que a qualificação das equipes de saúde, a utilização de protocolos clínicos, a vigilância dos sinais de gravidade e a educação em saúde direcionada às famílias favorecem o diagnóstico oportuno, a instituição precoce das medidas terapêuticas e a redução da morbimortalidade infantil. Conclui-se que o fortalecimento da Atenção Primária, aliado às ações preventivas, à vigilância epidemiológica e ao cuidado centrado na criança e na família, constitui estratégia essencial para melhorar os desfechos clínicos e promover maior equidade na assistência à saúde infantil.
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