MODELOS FAMILIARES CONTEMPORÂNEOS E EXPERIÊNCIA SUBJETIVA: ENTRE NOVOS ARRANJOS E A PERMANÊNCIA DA LÓGICA DA FALTA ESTRUTURAL

Autores

  • Mariana Bentzen Aguiar Autor
  • Edlane Vila Nova de Araujo Autor
  • Maria Emilia da Silva Lopes Autor
  • Michele Karine Pereira da Silva Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.063-010

Palavras-chave:

Clínica Psicanalítica, Complexo de Édipo, Constituição subjetiva, Família, Novas configurações familiares

Resumo

O presente artigo analisa, a partir da psicanálise freudiana e lacaniana, em que medida a constituição subjetiva pode ser compreendida para além de modelos específicos de família, problematizando leituras que estabelecem relações causais entre configurações familiares e sofrimento psíquico. Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, desenvolvido a partir de questões suscitadas na experiência clínica das autoras, fundamentado principalmente na obra de Sigmund Freud e Jacques Lacan, bem como em autores que discutem as transformações históricas e sociais da família. Os resultados indicam que a associação entre determinados arranjos familiares e a constituição subjetiva frequentemente decorre de uma leitura imaginária da teoria psicanalítica, que confunde funções simbólicas com personagens concretos da organização familiar. A análise evidencia que a releitura estrutural proposta por Lacan desloca a compreensão da subjetivação das configurações familiares para as operações simbólicas implicadas na linguagem, na falta e na castração, permitindo compreender que cuidadores podem favorecer ou dificultar processos de simbolização, sem, contudo, determinar a constituição do sujeito. A discussão também aponta que a crítica de Judith Butler às nomenclaturas tradicionais da psicanálise pode ser articulada à perspectiva lacaniana ao evidenciar a necessidade de distinguir funções simbólicas das imagens e ideais sociais associados à família nuclear. Conclui-se que a separação entre ideais normativos e funções simbólicas oferece importantes contribuições para uma clínica comprometida com a singularidade do sujeito e capaz de acolher a pluralidade das configurações familiares contemporâneas.

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Publicado

2026-07-17

Como Citar

Aguiar, M. B., de Araujo, E. V. N., Lopes, M. E. da S., & da Silva, M. K. P. (2026). MODELOS FAMILIARES CONTEMPORÂNEOS E EXPERIÊNCIA SUBJETIVA: ENTRE NOVOS ARRANJOS E A PERMANÊNCIA DA LÓGICA DA FALTA ESTRUTURAL. Aurum Editora (e-Books), 162-187. https://doi.org/10.63330/aurumpub.063-010