EFEITOS NEUROPSIQUIÁTRICOS DOS ANTIDEPRESSIVOS QUE IMPEDEM A ADESÃO E O ÊXITO TERAPÊUTICO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-044Palavras-chave:
Adesão terapêutica, Antidepressivos, Descontinuação, Depressão, Efeitos adversos, Neuropsiquiatria, PsicofarmacologiaResumo
Os antidepressivos constituem uma das principais estratégias farmacológicas para o tratamento dos transtornos depressivos e de diversas condições neuropsiquiátricas. Apesar de sua eficácia, a ocorrência de efeitos adversos pode comprometer a adesão, a continuidade do tratamento e, consequentemente, o êxito terapêutico. Entre as manifestações neuropsiquiátricas potencialmente relacionadas ao uso de antidepressivos destacam-se sonolência, insônia, ansiedade, agitação, alterações cognitivas, embotamento afetivo, disfunções sexuais, alterações do humor e, em determinados indivíduos, sintomas de ativação ou precipitação de episódios de mania ou hipomania. Além disso, a interrupção abrupta de determinados fármacos pode produzir sintomas de descontinuação capazes de favorecer o abandono do tratamento. Este artigo discute os principais efeitos neuropsiquiátricos que podem interferir na adesão aos antidepressivos, os mecanismos envolvidos, os fatores de risco e as estratégias clínicas para minimizar esses eventos. Ressalta-se que a presença de sintomas durante o tratamento não significa necessariamente que sejam causados pelo antidepressivo, uma vez que manifestações semelhantes podem decorrer do próprio transtorno psiquiátrico ou de outras condições clínicas.
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