ANALISE DA SAZONALIDADE E O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS NOTIFICADOS DE INFECÇÃO PELO VÍRUS ZIKA NO ESTADO DO PARÁ ENTRE 2020 E 2026
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-051Palavras-chave:
Amazônia, Epidemiologia, Saúde Pública, Vírus ZikaResumo
Este estudo aborda a dinâmica de transmissão e os fatores associados à ocorrência da infecção pelo vírus Zika no estado do Pará. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, retrospectivo, transversal e quantitativo, realizado com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2020 e 2026. O objetivo do trabalho foi analisar a distribuição temporal, mensal e o perfil sociodemográfico dos 3.400 casos notificados no período. Os resultados indicaram maior prevalência no sexo feminino (57,88%), em adultos jovens de 20 a 39 anos (40,12%) e em indivíduos autodeclarados pardos (78,21%). Na dimensão temporal, o ano de 2024 registrou o maior pico epidêmico (26,91%), impulsionado por anomalias climáticas como o El Niño. A análise mensal revelou forte sazonalidade, com ápice de notificações no mês de março (17,50%), coincidindo com o período chuvoso na região ("inverno amazônico"). Conclui-se que a transmissão do vírus Zika na Amazônia paraense é profundamente influenciada por condicionantes socioambientais e climáticos, reforçando a necessidade de redirecionar as ações de vigilância em saúde e controle vetorial para períodos preventivos que antecedem as chuvas, além de priorizar o cuidado à saúde de mulheres em idade fértil.
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